quarta-feira, 8 de outubro de 2014

exercicios da tabuada



Nome: _____________________________________________________________ Data: _____________


MARQUE A OPÇÃO CERTA PARA CADA OPERAÇÃO:

3 X 9
54
27
30

6 X 5
54
27
30

3 X 10
54
27
30
7 X 3
22
18
21

3 X 6
22
18
21

3 X 7
22
18
21
8 X 6
56
48
45

9 X 5
56
49
45

7 X 8
56
48
45
9 X 9
90
81
18

9 X 10
90
81
18

6 X 3
90
81
18
6 X 3
18
20
12

6 X 2
18
20
12

4 X 3
18
20
12
8 X 7
49
31
56

7 X 7
49
31
56

8 X 7
49
31
56
6 X 5
11
36
30

6 X 6
11
36
30

5 X 6
11
36
30
8 X 8
16
64
48

8 X 6
16
64
48

8 X 2
16
64
48
7 X 6
36
42
40

4 X 10
36
42
40

6 X 6
36
42
40
7 X 9
54
45
63

9 X 7
54
63
52

5 X 9
54
45
52
5 X 9
15
45
50

10 X 5
15
45
50

3 X 5
15
45
50
4 X 8
24
36
32

6 X 4
24
36
32

9 X 4
24
36
32
7 X 4
28
38
21

3 X 7
28
38
21

4 X 7
28
38
21
4 X 9
40
24
36

4 X 6
40
24
36

4 X 10
40
24
36
6 X 4
16
10
24

8 X 2
16
10
24

5 X 2
16
10
24
7 X 7
31
49
42

7 X 6
31
49
42

6 X 7
31
49
42
3 X 5
15
45
27

3 X 9
15
45
27

9 X 5
15
45
27
6 X 6
36
42
60

6 X 10
36
42
60

7 X 6
36
42
60

O papel do coordenador pedagógico



Função é estratégica para mediação entre as diversas instâncias educacionais


Laurinda Ramalho de Almeida e Vera Maria Nigro de Souza Placco

 
Crianças em roda de leitura em escola de Belém, no PA: coordenador pedagógico deve oferecer condições ao professor para que se aprofunde em sua área
Cada escola tem características pedagógico-sociais irredutíveis quando se trata de buscar soluções para os problemas que vive. A realidade de cada escola - não buscada por meio de inúteis e pretensiosas tentativas de "diagnóstico" - mas como é sentida e vivenciada por alunos, pais e professores, é o único ponto de partida para um real e adequado esforço de melhoria.

José Mário Pires Azanha. Documento preliminar para reorientação das atividades da Secretaria. Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, 1983.
Retomamos esta afirmação de Azanha, que foi exaustivamente discutida pelos educadores da rede estadual paulista, na década de 80, porque ela nos lembra que não se pode falar da escola, mas sim de cada escola em particular.
Como pensar em tempos-espaços iguais para o desenvolvimento de propostas curriculares, se as escolas não são iguais? Como fazê-lo, se não dá mais para pensar em escolas urbanas e rurais, pois já temos urbanas centrais e de periferia, rurais de campo e ribeirinhas, bem como variadas combinações de cada um desses tipos?
Se o instituído pelo currículo tem uma base legal - e precisa tê-la, para garantir a Educação Básica para todos, num Estado que se quer democrático, como atentar para essas tantas diferenças não só regionais, mas dentro de cada região?
Parece-nos, então, mais apropriado pensar os atores da escola singular - gestores, professores, auxiliares de apoio e alunos -, em suas relações com as questões curriculares, sem perder de vista que estas são relações de indivíduos portadores de subjetividades com um instituído que lhes é apresentado, via de regra, como objeto a ser manipulado, que a alguns agrada, a outros desagrada. Nessas relações pedagógicas intersubjetivas direção-professor, professor-professor, professor-aluno, aluno-aluno, e destes com o saber instituído pelos currículos que lhes são apresentados, aparecem os conflitos, as contradições, as perdas de referência dos elementos estruturantes de seu modus vivendi. É certo que aparecem também as aderências ao proposto e as tentativas de fazê-lo o melhor possível.
Para melhor entender essas relações, escolhemos, neste texto, o coordenador pedagógico (ou professor-coordenador ou coordenador pedagógico-educacional ou outro termo que designe esse profissional) como ator privilegiado para nossa discussão.

A escolha se deve ao fato de entendermos que ele tem, na escola, uma função articuladora, formadora e transformadora.
Portanto, é o elemento mediador entre currículo e professores. Assim, esse profissional será, em nosso modo de ver, aquele que poderá auxiliar o professor a fazer as devidas articulações curriculares, considerando suas áreas específicas de conhecimento, os alunos com quem trabalha, a realidade sociocultural em que a escola se situa e os demais aspectos das relações pedagógicas e interpessoais que se desenvolvem na sala de aula e na escola.
Esclarecemos, inicialmente, que não aceitamos o coordenador pedagógico como "tomador de conta dos professores", nem como "testa-de- ferro" das autoridades de diferentes órgãos do sistema.
Ele tem uma função mediadora, no sentido de revelar/desvelar os significados das propostas curriculares, para que os professores elaborem seus próprios sentidos, deixando de conjugar o verbo cumprir obrigações curriculares e passando a conjugar os verbos aceitar, trabalhar, operacionalizar determinadas propostas, porque estas estão de acordo com suas crenças e compromissos sobre a escola e o aluno - e rejeitar as que lhes parecem inadequadas como proposta de trabalho para aqueles alunos, aquela escola, aquele momento histórico.
O que competiria, então, ao coordenador pedagógico?
- Como articulador, seu papel principal é oferecer condições para que os professores trabalhem coletivamente as propostas curriculares, em função de sua realidade, o que não é fácil, mas possível;
- Como formador, compete-lhe oferecer condições ao professor para que se aprofunde em sua área específica e trabalhe bem com ela;
- Como transformador, cabe-lhe o compromisso com o questionamento, ou seja, ajudar o professor a ser reflexivo e crítico em sua prática.
Como articulador, para instaurar na escola o significado do trabalho coletivo, é fundamental que o coordenador pedagógico possibilite ações de parceria, de modo que, "movidas por necessidades semelhantes, (as pessoas) se implicam no desenvolvimento de ações para atingir objetivos e metas comuns", de modo a pôr em movimento as metas curriculares propostas, conforme descrito em nosso livro Aprendizagem do adulto professor (Edições Loyola, 2006).
O coordenador pedagógico será, então, aquele que, conhecendo essas propostas, tendo participado de sua elaboração/adaptação às necessidades e objetivos daquela escola, possibilita que "novos significados sejam atribuídos à prática educativa da escola e à prática pedagógica dos professores", ( O coordenador pedagógico e os desafios da educação , Edições Loyola, 2008).

Outro aspecto importante dessa articulação é a possibilidade de interdisciplinaridade, a fim de que o compromisso com a formação do aluno se traduza na não-fragmentação, na conciliação e confrontação de propostas e ações curriculares.

Visto como formador, dois aspectos devem ser destacados na função do coordenador pedagógico:
a) seu compromisso com a formação tem de representar o projeto escolar-institucional e tem de atender aos objetivos curriculares da escola;

b) o compromisso com o desenvolvimento dos professores tem de levar em conta suas relações interpessoais com os demais atores da escola, alunos, pais, comunidade, sendo estas relações entendidas em sua diversidade e multiplicidade, aceitas como se apresentam, aproveitadas como recurso para o processo formativo, como explicado em O coordenador pedagógico e questões da contemporaneidade.
Finalmente, como transformador, espera-se sua participação no coletivo da escola como aquele que permite e estimula a pergunta, a dúvida, a criatividade, a inovação. Só assim a escola se instituirá não apenas como espaço de concretização do currículo, mas também como espaço de mudanças curriculares necessárias e desejadas pelos professores, para cumprir seus objetivos educacionais.
Laurinda Ramalho de Almeida e Vera Maria Nigro de Souza Placco são professoras do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação, da Faculdade de Educação da PUC-SP.

Celular liberado


Sem conseguir conter o uso dos smartphones em sala de aula, muitas escolas estão preferindo tratá-los como aliados, e transformando os aparelhos em instrumentos pedagógicos


Juliana Crem

  
Gustavo Morita
Alunos do Colégio Bandeirantes, em São Paulo: os professores veem o uso dos smartphones em sala de aula com naturalidade
Em 2010, a pesquisadora em Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação Glaucia da Silva Brito e o mestrando em Educação Marlon de Campos Mateus, ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizaram uma pesquisa com professores de um colégio estadual de Curitiba (PR). A pergunta era: é possível usar os aparelhos celulares dos alunos com propósito pedagógico em sala de aula? A maioria não via nenhuma utilidade nos aparelhos, e ainda os considerava como um empecilho em suas aulas. Quatro anos depois é crescente o número de professores que veem os celulares com outros olhos. E muitos os estão usando como aliados.
No Colégio Vital Brazil, de São Paulo (SP), costuma-se dizer que a liberação do uso dos smartphones e outros aparelhos eletrônicos em aula foi uma "necessidade". A coordenadora pedagógica do ensino médio, Maria Helena Esteves da Conceição, conta que, desde 2013, o uso dos aparelhos eletrônicos passou a ser feito em laboratórios e aulas específicas, como artes e matemática. "Alguns professores perceberam que para a produção de conhecimento por meio de diversas linguagens precisariam de smarts, tablets e afins. Assim, os alunos estudaram QR Codes na aula de artes", exemplifica Maria Helena.
Os pesquisadores da UFPR sugerem ainda outras possibilidades de uso pedagógico dos smart­phones: pesquisas em dicionários on-line ou aplicativos, a câmera como recurso nas aulas de artes, as redes sociais com geolocalização para as aulas de geografia. Tudo depende do propósito pedagógico e da disponibilidade do professor. Mas será que esses aparelhos precisam ser usados em sala de aula? Não haveria outros meios para chegar aos mesmos resultados de pesquisa?
A escolha de cada um
Para Paulo Fontes de Queiroz Junior, assessor de tecnologia educacional do Colégio Albert Sabin (SP), os celulares ajudam a buscar informações adicionais de forma mais rápida e ainda a simular situações. "Essas tarefas também seriam possíveis sem o uso da mobilidade, mas não teriam a mesma agilidade", defende.
Mas, claro que o uso de aparelhos em sala não agrada a todos os professores. Pesquisa realizada pela Fundação Nacional de Ciência da Universidade do Estado de Michigan (EUA) confirmou o que muitos desconfiam: o uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula é altamente prejudicial ao desempenho dos alunos quando utilizados sem o propósito pedagógico. Depois de avaliar 500 alunos, os pesquisadores concluíram que mesmo os melhores alunos saem prejudicados se o aparelho for usado em aula sem a finalidade acadêmica. Sem consenso entre os professores sobre os benefícios da tecnologia, no Colégio Mary Ward (SP) há espaço para ambos os comportamentos: usar e não usar.
Segundo o diretor pedagógico Cesar Marconi, alguns docentes usam o smartphone de forma restrita, para pesquisa de temas ou apresentação de trabalhos em sala de aula, enquanto outros não permitem nem que os alunos o deixem à vista, pois acham que ocorre uma dispersão dos estudantes durante as explicações. Mas ele tem sua opinião. "A verdade é que, em breve, esses recursos deverão ser incorporados ao dia a dia como ferramenta de estudo e pesquisa", acredita.
Quem protagoniza?
No Colégio Vital Brazil, a diretora Maria Helena explica que não há uma "fiscalização" do uso de aparelho em sala. "Há tanta riqueza de conceitos a serem desenvolvidos, num ritmo intenso de aula, que o próprio aluno entende que se desfocar sua atenção, terá dificuldades posteriores," avalia.
Para incorporar os smartphones nas classes é preciso preparo dos professores e planejamento para as aulas, acredita Vanderlei Cardoso, professor e assessor de matemática do Colégio Vital Brasil. Existem programas, pagos e gratuitos, que podem auxiliar o professor nessa tarefa. "Todas as dificuldades são sanadas com o planejamento", acredita.
Para Silvia Vampré Ferreira Marchetto, coordenadora de Tecnologia Educacional do Colégio Bandeirantes (SP), os aparelhos prejudicam a concentração de quem não está interessado na aula tanto quanto "uma revista, um bloco de desenhos ou um papel para fazer aviãozinho". Por isso, em sua opinião, não adianta eliminar a mídia. "Nossa escola nunca proibiu o uso do smartphone, mas os alunos sempre foram orientados a não usá-los inadequadamente em sala de aula. A tecnologia sempre esteve muito presente no Band e por isso os professores veem o uso dos smartphones em sala de aula com naturalidade", avalia.
Mãe do aluno David, do 9º ano do Colégio Bandeirantes, Beatriz Silva aprova a utilização dos aparelhos eletrônicos em aula, "já que fazem parte do dia a dia dessa nova geração" e, segundo sua percepção, houve mudanças no processo de aprendizagem de seu filho. "Ele se tornou mais motivado para algumas atividades escolares específicas nas quais usa os aparelhos e apresentou mais autonomia para fazer pesquisa na internet e criatividade no uso de programas relacionados às artes gráficas", relata. Mas Beatriz não esconde suas preocupações, que são as mesmas de muitos pais e pesquisadores, preocupados com o uso excessivo da tecnologia no cotidiano de jovens e crianças. "Minha preocupação é com o fato de os jovens permanecerem o tempo todo conectados aos smartphones. Considero que, dessa forma, há o risco de os recursos de informática se tornarem os 'protagonistas' do processo quando, na verdade, o foco deve ser sempre o recurso 'humano'", diz Beatriz. Em sua avaliação, o uso dos aparelhos deveria ser para construir com mais rapidez e senso crítico a sua própria opinião sobre tantas informações a que têm acesso com tanta facilidade. "Nisso, os pais têm papel fundamental para que os estudantes compreendam os limites na utilização das novas tecnologias, especialmente para evitar que as relações se tornem estritamente virtuais e superficiais", admite.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CUBISMO



  • Reprodução
    Guernica, de Pablo Picasso
    Guernica, de Pablo Picasso

Objetivos

1) Estudar as características do Cubismo.
2) Produzir um desenho estilo cubista.

Comentários

O Cubismo foi um movimento artístico que surgiu por volta de 1917 e provavelmente é um dos mais comentados até hoje, seja pela fama de um de seus idealizadores, Pablo Picasso, seja pela revolução que o movimento provocou nas artes visuais. Com essa aula, espera-se que os alunos tomem contato com as características do cubismo e produzam uma obra com esse estilo.

Material

  • O texto sobre Cubismo, do UOL Educação, é um ótimo ponto de partida
  • Outras imagens cubistas
  • Material de desenho e/ou pintura

Estratégia

1) Leitura e interpretação do texto.
2) Pesquisa (feita pelo alunos) sobre o movimento cubista, artistas e imagens.
3) Apresentação das pesquisas.

Atividade

Depois dos estudos realizados sobre o movimento cubista, os alunos irão produzir seu desenho cubista. Oriente-os para os seguintes passos:
1. Desenho de observação, de um mesmo objeto, por vários ângulos.
2. Unir os vários desenhos do mesmo objeto, de forma a compor uma obra do cubismo analítico ou sintético.
3. Observação de uma composição (natureza morta, por exemplo).
4. Desenhar a composição de vários ângulos no mesmo papel.
É importante que o professor oriente os alunos durante a atividade, levando em consideração as várias características do cubismo e suas vertentes, no uso da cor e de colagens, por exemplo.
Ao término da atividade, os alunos devem apresentar seu desenho final, indicando o processo que realizou para sua execução.

Sugestões

Se possível, faça com que os desenhos no papel se transformem em estudos para uma tela, produzindo-a.
Também, seria interessante elaborar uma exposição com os trabalhos na escola.
Valéria Peixoto de Alencar
é historiadora formada pela USP e Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

PROJETO: AFRODESCEDÊNCIA – O JEITO DE SER E DE VIVER DE DIFERENTES POVOS


PROJETO: AFRODESCEDÊNCIA – O JEITO DE SER E DE VIVER DE DIFERENTES POVOS

1. TEMA DO PROJETO: AFRODESCEDÊNCIA – O JEITO DE SER E DE VIVER DE DIFERENTES POVOS
2. Eixos Temáticos: Pluralidade Cultural e Cidadania

3. JUSTIFICATIVA

Diante da publicação da Lei nº 10.639/2003, o Conselho Nacional de Educação aprovou o Parecer CNE/CP 3/2004, que institui as Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira a serem executadas pelos estabelecimentos de ensino de diferentes níveis e modalidades, cabendo aos sistemas de ensino, no âmbito de sua jurisdição, orientar e promover a formação de professores e professoras e supervisionar o cumprimento das Diretrizes.
Além das exigências legais, a obrigatoriedade de inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e indígena nos currículos da Educação Básica não trata-se apenas de decisão política, com fortes repercussões pedagógicas, inclusive na formação de professores. Mas, com essa medida, reconhece-se que, além de garantir vagas para negros e índios nos bancos escolares, é preciso valorizar devidamente a história e cultura de seus povos, buscando reparar danos que se repetem há cinco séculos, as suas identidades e a direitos seus. A relevância do estudo de temas decorrentes da história e cultura afro-brasileira africana e indígena não se restringe à população negra e índia ao contrário diz respeito a todos os brasileiros, uma vez que devem educar-se enquanto cidadãos atuantes no seio de uma sociedade multicultural e pluriétnica, tornando-se capazes de construir uma nação democrática.
Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos atividades que proporcionam diariamente, também as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e européia.
Assim, sendo a escola, um espaço privilegiado de inclusão, reconhecimento e combate às relações preconceituosas e discriminatórias e de apropriação de saberes e desconstrução das hierarquias entre as culturas, justifica-se a implementação e desenvolvimento desse projeto como uma das muitas oportunidades de firmação do caráter multirracial e pluriétnico da sociedade brasileira, visando o reconhecimento e resgate da história e cultura afro-brasileira e africana e indígena como condição para a construção da identidade étnico-racial de nossos alunos dentro e fora do espaço escolar.

4. OBJETIVOS:

.5. OBJETVO GERAL:

 Reconhecer e resgatar a história e cultura afro-brasileira africana e indígena como condição básica para a construção da nossa identidade étnico-racial.

5.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 Socializar e visualizar a cultura negro-africana e indígena na escola;
 Valorizar as identidades presentes nas escolas;
 Promover o reconhecimento e combate às relações e preconceituosas e discriminatórias;
 Propiciar a apropriação de saberes e desconstrução das hierarquias entre as culturas.
 Afirmar o caráter multirracial e pluriétnico da sociedade brasileira.

6. ABORDAGEM DOS CONTEÚDOS POR ÁREAS (MULTIDISCIPLINAR)

AREA DE EXPRESSÃO

• Cultura – conceito;
• Contribuições dos diferentes povos para a formação da cultura brasileira;
• Mitos e contos de assombração, lendas, histórias, contos, “causos”, cordéis e tradições orais do povo negro e indigena
• Provérbios africanos;
• Estudando o vocabulário africano e indígena na língua brasileira (leitura oral das palavras, pesquisa no dicionário dos significados das palavras);
• Produção de frases com as palavras em estudo;
• Observação e interpretação de gravura de obra de Cândido Portinari (representando o trabalho dos negros nos cafezais);
• Leitura e interpretação do texto:Poema : Terra de negros, Depoimento – Memória de um ex- escravo;
• Leitura e interpretação do texto : Brasil Negro;
• Estudo do poema Navio Negreiro;
• Leitura e interpretação de músicas afro
• Leitura e interpretação da poesia: Irene no céu de Manoel Bandeiras;
• Conceitos : cultura, raça, preconceito, discriminação, igualdade;
• Leituras de cordéis e lendas africanas;
• Leitura e interpretação da música Alagada - Pára-lamas do sucesso;
• Leitura e interpretação da poesia: Irene no céu de Manoel Bandeiras;
• Conceitos: cultura, raça, preconceito, discriminação, igualdade;
• Leitura e compreensão do texto: Oração da menina preta; atividades de gramática, vocabulário e ortografia relacionadas com os textos;
• Estudo da Biografia da princesa Isabel de Zumbi dos Palmares – O guerreiro da liberdade;
• Estudo sobre as denominações étnicas;
• Produções escritas (elaboração de resumos e sínteses).
• Discussão de conceitos: cultura, raça, preconceito, discriminação, igualdade;
2. A arte do povo brasileiro – expressões artísticas;
• Festas e folguedos do povo brasileiro;
• O jeito próprio de ser , de viver e pensar dos povos negros e indígenas manifestado no dia- á- dia, quanto em celebrações e práticas religiosas, maracatus, roda de samba, capoeira, entre outras;
• Artes plásticas; literatura, pintura corporal; indumentárias/ vestuários; utensílios; decoração de moradias; culinárias; música, dança. Teatro, festas, jogos, brincadeiras e brinquedos;
• - Instrumentos musicais africanos e indígenas

CIÊNCIAS SOCIAIS
• História da África e da ancestralidade e religiosidade africanas;
• Trajetória do povo negro no Brasil:
• Participação dos africanos e índios e de seus descendentes em episódios da historiado Brasil, na construção econômica, social e cultural da nação;
• atuação dos negros em diferentes áreas do conhecimento, de atuação profissional, de criação tecnológica e artística, de luta social (tais: como Zumbi, Luiza, Gilberto Gil , professor Milton santos e outros);
• A história da escravidão no Brasil;
• Africanos trazidos para o Brasil;
• Movimentos Abolicionistas:
- Leis que conduziram à libertação dos escravos
- O fim do escravagismo.
• Datas Significativas da Região Nordeste – Relacionadas com a história dos negros e índios:
- O 21 de Março – Dia Nacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial;
- 19 de abril;
- O 13 de Maio – Dia da Denúncia contra o Racismo;
- O 20 de Novembro – Dia nacional da Consciência Negra.
• O que a Lei diz sobre a prática do racismo no Brasil.
• Independência da Bahia – Movimentos e processo.
• Povos nativos Pré - colombianos, em geral e na América Latina:
• trajetórias das etnias no Brasil;
• África - Continente Africano no panorama mundial;
• Trajetória do povo negro no Brasil:
• áreas de ocupação e áreas de maior influência cultural do povo negro e indígena no Brasil;
• Organizações indígenas no Brasil e na Bahia;
- Organizações Negras:
• A História dos Quilombos:
• (A quilombagem -quilombo ou mocambo) – Principais quilombos brasileiros: A República do Palmares - Quilombo do Palmares, Quilombo do rio das Rãs e outros;
• Remanescentes dos quilombos que tem contribuído para o desenvolvimento de comunidades, bairros, localidades. Municípios, regiões e estados;

CIÊNCIAS DA NATUREZA E MATEMÁTICA
• Princípios alimentares do povo negro e indígena: pesquisa sobre os alimentos de origem africana e indígena: O que é ? Como são preparados ? (tradições culinárias dos negros e índios – presentes na culinária brasileira e baiana);
• Esses alimentos e a saúde;
• Preparação do corpo para práticas sócio culturais;
• Tratamento de saúde utilizado pelos negros e índios (chás e ervas medicinais) – pesquisa – painel e/ou álbum ilustrados;
• Construção de maquetes retratando áreas e construções indígenas e negras.
• Trabalhar com medidas de receitas da culinária africana e indígena;





7. METODOLOGIAS

• Leituras e interpretação de textos de diversos gêneros;
• Leituras e interpretações de gravuras;
• Estudos de vocabulários;
• Escritas, reescritas e complementações de textos;
• Pesquisas de campo;
• Pesquisas bibliográficas;
• Exibição de DVDs relacionados;
• Interpretações de filmes;
• Dramatizações;
• Recortes e colagens;
• Desenhos e pinturas;
• Confecção de cartazes e murais ilustrativos;
• Confecções de maquetes;
• Confecção de brinquedos;
• Exercícios orais e escritos;
• Realização de palestras;
• Criação e apresentação de números artísticos.



8. RECURSOS

8. 1. HUMANOS: clientela escolar e comunidade local.

8. 2. MATERIAIS:
Todos os recursos necessários ao desenvolvimento do projeto disponíveis na unidade escolar ou providenciados na comunidade local.

9. AVALIAÇÃO
Contínua e durante todo o processo de desenvolvimento do projeto, observando-se principalmente o grau de participação e envolvimento de todos os membros da comunidade escolar, nas atividades do projeto.

10. CULMINÂNCIA
O projeto culminará com a realização da I MOSTRA CULTURAL intitulada:
AFRODESCENDÊNCIA NA ESCOLA: O jeito de ser e de viver de DIFERENTES POVOS!

11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Almanaque Pedagógico Afrobrasileiro, Rosa Margarida de Carvalho Rocha, 167 págs., Ed. Mazza


Fonte: estudos e pesquisas de Benilda Regina Paiva de Brito e Fúlvia Rosemberg

História do Negro Brasileiro / Clóvis Moura - São Paulo: Editora Ática S.A., 1992
Imagem publicada em Brasil Revisitado: palavras e imagens / Carlos Guilherme Mota, Adriana Lopez. - São Paulo: Editora Rios, 1989.