sábado, 24 de setembro de 2011


"Crie laços com as pessoas
que lhe fazem bem,
que lhe parecem verdadeiras
e desfaça os nós que
lhe prendem àquelas que
foram significativas na sua vida,
mas infelizmente, por vontade
própria, deixaram de ser.
...Nó aperta, laço enfeita...
Simples assim."
Silvana Duboc

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AMIGO DO BADOO

Lima Aciolly — 12:21
Boa tarde pra esse encanto de mulher! A natureza sempre será prodiga, sua generosidade pode se ver presente em cada detalhe logo apos abrirmos nossos olhos, isso é parte da construção divina e devemos a ele os agradecimentos. Mas em especial quando abri meus olhos e vi você, imaginei: Nossa quanta generosidade, que capricho, uma preocupação do criador com cada detalhe do seu desenho, a começar pelo brilho dos seus cabelos, a intensidade do seu olhar que hipnotiza, a graça do sorriso e a sensualidade de todo seu conjunto. Ele quando a criou certamente estava em êxtase e num momento impar de criatividade, pois deve tê-la desenhada com requinte de perfeição. Você é realmente uma mulher LINDISSIMA. e eu sou um felizardo por poder compartilhar tão rara obra de arte, obrigado por me conceder esse prazer tão nobre.Lima Aciolly

sábado, 10 de setembro de 2011


Lembrancinha.


Tá sabendo? 

A moda da amnésia pós-balada voltou. E voltou com tudo. 

Só esta semana ouvi dois casos, sendo um deles relatado pela pessoa em si. O fundamento, claro, vem com adaptações e funciona da seguinte forma: você esta numa balada e te dá um puto foguinho pelas pessoas da festa, seja a namorada do amigo, o paquera do colega, uma pegação no fumodromo*, uma fofoca maldosa sobre alguém e outras coisas que prefiro ocultar... (Convenhamos, o portfólio neste caso é amplo.) 

Daí você não resiste e pumba, se joga de cabeça na vontade. Afinal, se você quer você pode, certo? 

Mas dai tem o tal do dia seguinte. E com ele o arrependimento, seja em forma de dor de cabeça ou de culpa. 

E sendo ressaca moral algo pior que cerveja quente, você aciona a tal amnésia, vira o jogo e ainda por cima se livra de explicações numa simples frase: "A ultima coisa que lembro foi você indo embora. Tá?" 

Mas se tem ditado que diz que a vida segue, tem outro que diz que ela é um moinho (Salve Cartola). E certas coisas na vida os outros esquecem. Outras não se esquecem nunca. Fica a dica! 

Mas em alguns casos, como o de sábado, você daria tudo para lembrar, nem que seja da garrafa de tequila arrancada da sua mão, logo na entrada. 

[Onde fica o botão pra reiniciar?]

SALVE O AMOR


Salve o Amor.

Salve o amor. Aquele de conchinha e barba na nuca, que pode durar pra sempre ou só até amanhã. Aquele amor sem medo, sem freio, que ama e pronto. Salve o amor que a gente dá e pega de volta outra hora, outro dia, com outra pessoa. Aquele aconchego facinho que não posa, não se esforça, não finge. Salve o amor-próprio, que resolve a vida de muitos, o amor dos amigos, que aguenta, arrasta e levanta. Salve o amor na pista, que roça, se esfrega, se joga e vai embora. Um amor só pra hoje, sem pacote pra presente, sem laço ou dedicatória. Salve o primeiro amor, que rasgou, perfurou, corroeu... Ensinou. Salve o amor selvagem, o amor soltinho, o amor amarradinho. Salve o amor da madrugada, sincero enquanto dure e infinito posto que é chama. Salve o amor nu, despido de inverdades e traquitanas eletrônicas. Salve o amor de dois a dez, um amor sem vergonha, sem legenda. Salve o amor eterno, preenchido de muitos ardores. Salve o amor gigante, mas sem palavras, o rotativo e o escrito, salve o amor rimado, cego, de quatro. Salve o amor safado, sincero e sincopado, o amor turrão e o encaixado. 

(Lia Block)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos.

De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.

Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.

A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.

A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.

O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.

Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.

Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.

Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.

A mulher madura está pronta para algo definitivo.

Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o vôo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.

A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.
Assuntos: Aprendizado, Corpo, Mulher, Sabedoria

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

LENDA ARABE



Lenda Árabe

Diz uma linda lenda árabe que dois amigos
viajavam pelo deserto e em um determinado
ponto da viagem discutiram.
O amigo ofendido, sem nada dizer,
escreveu na areia:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO.

Seguiram e chegaram a um oásis
onde resolveram banhar-se.
O que havia sido esbofeteado começou a
afogar-se sendo salvo pelo amigo.
Ao recuperar-se pegou um estilete
e escreveu numa pedra:

HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.

Intrigado, o amigo perguntou:

Por que depois que te bati,
você escreveu na areia e agora que te salvei,
escrevestes na pedra?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

Quando um grande amigo nos ofende,
devemos escrever na areia onde o vento
do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar.
Porém quando nos faz algo grandioso,
devemos gravar na pedra da memória e do coração;
onde vento nenhum do mundo poderá apagar.