sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O homem, realmente, tem um instinto animal mais aflorado. Diferente de nós mulheres.(…) Eles traem por diversão. Nós, por insatisfação”.
Menos realista e bem mais sensível, Fernanda deu sua opinião: “A mulher, quando olha para outro homem, o coração não é mais o mesmo”.



1-Negócio
Ensinar conteúdos de Arte e sua importância na história da humanidade em situações contextualizadas num fazer artístico articulado à vivência da cultura e ao exercício da cidadania consciente e solidária.

2-Filosofia
2.1Domínio do negócio
Desenvolver saberes e habilidades sobre as linguagens da arte. Construir fundamentos sobre a contribuição do ensino de arte na formação do cidadão (jovem protagonista de sua história). Participar de eventos relacionados à área.
2.2.Enfoque
Articular os conteúdos previstos no plano de curso, tornando o aluno protagonista do processo de ensino aprendizagem.
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História da Arte Neoclássica

O Neoclassicismo: A partir das duas últimas décadas do século XVIII, uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Denominado Neoclassicismo, esse estilo surgiu como reação ao Barroco e ao Rococó e se caracterizou pelo desejo de recriar as formas artísticas da Antiguidade greco-romana. A Afirmação do Neoclassicismo deve-se em parte à curiosidade pelo passado desencadeada pelas escavações arqueológicas de Pompéia e Herculano, cidades romanas soterradas pela lava do vulcão Vesúvio em 79 d.C.
Os artistas, influenciados pelas idéias iluministas (filosofia que pregava a razão, o senso moral e o equilíbrio em oposição à emoção) e inspirados na pintura renascentista, sobretudo em Rafael, substituíram as linhas diagonais e curvas do Barroco pelas retas firmes e equilibradas. Os neoclássicos queriam expressar as virtudes cívicas, o dever, a honestidade e a austeridade, temas que se opunham diretamente à frivolidade da aristocracia retratada no período anterior.
Buscavam expressar, ainda, os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e, principalmente, com o império de Napoleão.
Para tal, retomou-se os princípios da arte da Antiguidade greco-romana, tornando tais princípios, conceitos básicos para o ensino das artes nas academias mantidas pelos governos europeus. Daí o Neoclassicismo também ter sido denominado Academicismo.
Historicismo:
1775 – Rousseau publica Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens
1777 – Goya pinta O Guarda-Chuva
1789 – Início da Revolução Francesa
1807 – França invade Portugal
1760 – Escavações arqueológicas descobrem as cidades de Pompéia e Herculano
1822 – Independência do Brasil
1826 – Fundação da Academia de Belas-Artes no Brasil
1829 – Debret organiza a primeira exposição de arte no Brasil
1859 – Darwin desenvolve a teoria da seleção natural das espécies.
Um Estilo Suave, mas Rigoroso
De acordo com esta tendência, uma obra de arte só seria perfeitamente bela na medida em que imitasse não as formas da natureza, mas as que os artistas clássicos gregos e os renascentistas italianos já haviam criado. E esse trabalho de imitação só seria possível através de um cuidadoso aprendizado das técnicas e convenções da arte clássica. Por isso, o convencionalismo e o tecnicismo reinaram nas academias de belas-artes, até serem questionados pela arte moderna.
Arquitetura Neoclássica
Tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou das edificações renascentistas italianas. Caracterizou-se pelo uso de fachadas sóbrias, nas quais colunas dóricas ou jônicas sustentam frontões triangulares.
Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva, em Paris (transformada depois em Panteão Nacional, onde passaram a ser abrigados os restos mortais de importantes personagens da história francesa) e a Porta de Brandemburgo, em Berlim.
Escultura Neoclássica
A escultura neoclássica também buscou inspiração na Antiguidade greco-romana. Utilizando materiais nobres como mármore e granito negro, foi aplicada basicamente de forma decorativa em fontes e mausoléus. O maior nome da estatuária neoclássica foi o italiano Antonio Canova(1757-1822).

Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro

O início do século XIX no Brasil é marcado pela chegada da família real portuguesa, acompanhada por uma comitiva de 15 000 pessoas, fugindo do conflito entre a França napoleônica e a Inglaterra. No Rio de Janeiro, o soberano português começou uma série de reformas administrativas e culturais, para adaptar a cidade às cidades da corte. Assim, foram criadas as primeiras fábricas e fundadas instituições como o Banco do Brasil, a Biblioteca Real, o Museu Real e a Imprensa Régia. A partir de então, o Brasil recebe forte influência da cultura européia. Oito anos mais tarde, a tendência europeizante da cultura da colônia se afirma ainda mais com a chegada da Missão Artística Francesa.
A Missão chegou ao Brasil chefiada por Joachin Lebreton e dela faziam parte Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Baptiste Debret e Auguste Jean de Montigny. Esse grupo organizou, ainda em 1816, a Real Escola das Ciências, Artes e Ofícios, mais tarde Imperial Academia e Escola de Belas-Artes.
Taunay (1755-1830): uma das mais importantes figuras da Missão, participou de várias exposições na corte de Napoleão e nos cinco anos que permaneceu no Brasil produziu cerca de trinta paisagens do Rio de Janeiro e regiões próximas.
Debret (1768-1848): é o artista da Missão mais conhecido pelos brasileiros, pois seus trabalhos documentam a vida do Brasil no século XIX e estão reproduzidos nos livros escolares. Já muito premiado na Europa, realizou no Brasil, até sua partida em 1831, imensa obra: retratos da família real, cenários para o Teatro São João, ornamentações para festas públicas e oficiais e foi professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes, onde realizou a primeira exposição de arte no Brasil, em dezembro de 1829. Seu trabalho mais importante e conhecido é uma obra em três volumes denominada Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, com 150 ilustrações que documentam os usos e costumes indigenas, a sociedade e as paisagens do Rio de Janeiro, plantas e florestas brasileiras. Suas obras ilustram ainda hoje os livros de história do Brasil.
Montigny (1772-1850): foi o principal arquiteto responsável pela alteração na arte de construir, fazendo o Brasil abandonar os princípios barrocos e desenvolver o estilo neoclássico. Montigny projetou o prédio da Academia de Belas-Artes, a Casa da Moeda e o Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro.
A Academia e Escola de Belas-Artes formou grandes artistas nesse período, a se destacar Manuel de Araújo Porto Alegre, pintor, paisagista e caricaturista, poeta, escritor, teatrólogo e que chegou a ser diretor da própria academia. Augusto Muller importante pintor retratista e paisagista e Agostinho José da Mota, famoso pintor de paisagens e naturezas- mortas e o primeiro artista brasileiro a obter um prêmio internacional, na França.
Além dos artistas da Missão Francesa, vieram para o Brasil, no século XIX, outros pintores europeus, motivados pela paisagem tropical e pela existência de uma burguesia rica e desejosa de ser retratada. Dentre eles, o mais famoso foi Johann- Moritz Rugendas (1802-1868), de origem alemã que esteve no Brasil entre 1821 e 1825. Desse tempo, deixou um livro, Viagem Pitoresca através do Brasil, com cem ilustrações retratando o dia-a-dia do império, além de retratos a óleo da família imperial.
O Estilo que Veio Substituir o Rococó
Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Trata-se do Academicismo ou Neoclassicismo, que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o império de Napoleão.
Esse estilo chamou-se Neoclassicismo porque retomou os princípios da arte da Antiguidade grecoromana. A outra denominação – Academicismo – deveu- se ao fato de que as concepções artísticas do mundo greco-romano tornaram-se os conceitos básicos para o ensino das artes nas academias mantidas pelos governos europeus.
De acordo com a tendência neoclássica, uma obra de arte só seria perfeitamente bela na medida em que imitasse não as formas da natureza, mas as que os artistas clássicos gregos e os renascentistas italianos já haviam criado. E esse trabalho de imitação só era possível através de um cuidadoso aprendizado das técnicas e convenções da arte clássica. Por isso, o convencionalismo e o tecnicismo reinaram nas academias de belas-artes, até serem questionados pela arte moderna.
A Pintura do Neoclassicismo
A pintura desse período foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana. O maior representante da pintura neoclássica é, sem dúvida, Jacques Louis David (1748-1825).
Ele nasceu em Paris e foi considerado o pintor da Revolução Francesa; mais tarde, tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. David, sem dúvida, exerceu uma grande influência na pintura de seu tempo. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo, mas algumas delas exprimem fortes emoções, como é o caso do quadro que retrata a morte de seu amigo Marat.
Já no século XIX, quando outras tendências artísticas marcavam fortemente os pintores da época, Jean Auguste Dominique Ingres (1780-1867) conservava uma acentuada influência neoclássica, herdada de seus mestres, sobretudo de David, cujo ateliê freqüentou em 1797.
Sua obra abrange, além de composições mitológicas e literárias, nus, retratos e paisagens, mas a crítica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo, principalmente no seu gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade.
Por outro lado, Ingres revela um inegável apuro técnico na pintura do nu. Sua célebre tela Banhista de Valpinçon é um testemunho disso. Nessa obra fica evidente o domínio dos tons claros e translúcidos para a representação da pele e o domínio do desenho, uma das características mais fortes de Ingres.

Romantismo   
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José de Alencar : um dos principais escritores do Romantismo no Brasil
Introdução
O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.
O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América.
As características principais deste período são : valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.
Artes Plásticas
Nas artes plásticas, o romantismo deixou importantes marcas. Artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugène Delacroix são os maiores representantes da pintura desta fase. Estes artistas representavam a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as emoções e os sentimentos em suas obras de arte. Na Alemanha, podemos destacar as obras místicas de Caspar David Friedrich, enquanto na Inglaterra John Constable traçava obras com forte crítica à urbanização e aos problemas gerados pela Revolução Industrial.
Literatura
Foi através da poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram : amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe, Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destaca-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.
Música
Na música ocorre a valorização da liberdade de expressão, das emoções e a utilização de todos os recursos da orquestra. Os assuntos de cunho popular, folclórico e nacionalista ganham importância nas músicas.
Podemos destacar como músicos deste período: Ludwig van Beethoven (suas últimas obras são consideradas românticas), Franz Schubert, Carl Maria von Weber, Felix Mendelssohn, Frédéric Chopin, Robert Schumann, Hector Berlioz, Franz Liszt e Richard Wagner.
Teatro
Na dramaturgia o romantismo se manifesta valorizando a religiosidade, o individualismo, o cotidiano, a subjetividade e a obra de William Shakespeare. Os dois dramaturgos mais conhecidos desta época foram Goethe e Friedrich von Schiller. Victor Hugo também merece destaque, pois levou várias inovações ao teatro. Em Portugal, podemos destacar o teatro de Almeida Garrett.
O ROMANTISMO NO BRASIL 
Em nossa terra, inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy - Revista Brasiliense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza e nas questões sociais e políticas do pais. As obras brasileiras valorizavam o amor sofrido, a religiosidade cristã, a importância de nossa natureza, a formação histórica do nosso pais e o cotidiano popular.
Artes Plásticas
As obras dos pintores brasileiros buscavam valorizar o nacionalismo, retratando fatos históricos importantes. Desta forma, os artistas contribuíam para a formação de uma identidade nacional. As obras principais deste período são : A Batalha do Avaí de Pedro Américo e A Batalha de Guararapes de Victor Meirelles. 
Literatura romântica brasileira
No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa fase literária foi composta de três gerações:
1ª Geração  - conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes escritores : Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.
2ª Geração - conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultra-romântica. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase : Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
3ª Geração - conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão no poema Navio Negreiro.
Música Romântica no Brasil
A emoção, o amor e a liberdade de viver são os valores retratados nas músicas desta fase. O nacionalismo, nosso folclore e assuntos populares servem de inspiração para os músicos. O Guarani de Carlos Gomes é a obra musical de maior importância desta época.
Teatro
Assim como na música e na literatura os temas do cotidiano, o individualismo, o nacionalismo e a religiosidade também aparecem na dramaturgia brasileira desta época. Em 1838, é encenada a primeira tragédia de Gonçalves de Magalhães: Antônio José, ou o Poeta e a Inquisição. Também podemos destacar a peça O Noviço de Martins Pena.
 

Flagrantes 06 de fevereiro de 2013

Por Alfredo Sartory em 06 de Fevereiro de 2013

HAPPY BIRTHDAY
Hoje, quarta-feira, 06 de fevereiro, comemora-se o Dia do Agente de Defesa Ambiental. Também é dia de apagar velinhas para o grande sambista, Jair Rodrigues, para a amiga Regiane Pádoa Pimenta Costa; para a sempre, sempre Maria de Lourdes Provenzzano Esnarriaga; para Manoel Martins de Almeida; Silvia Lacerda; para Fátima Doroteia Arruda Lima; para Edmilson Rosa e Roseli Souza. Aos aniversariantes, os cumprimentos da coluna e de toda a equipe do DC. Parabéns!

O Renascimento cultural e científico na Europa

O Renascimento cultural e científico na Europa

Objetivo
Compreender o Renascimento cultural e científico europeu como critica ao mundo medieval.
Conteúdos Renascimento cultural e científico na Itália e no restante da Europa
Conquistas marítimas e comerciais européias dos séculos XV e XVI como conseqüências do Renascimento.

Ano
7º ano

Tempo estimado Sete aulas

Material necessário
Computador ligado à internet
Reproduções de pinturas de artistas da época do Renascimento
Mapa mundi

Desenvolvimento

A garotada deve compreender o Renascimento cultural e científico como um momento único na História, no qual a humanidade olhou para seu passado histórico e, a partir de certas condições políticas, econômicas e sociais, criou um mundo com novos valores.

1ª etapa
Comece a aula perguntando à turma se eles conhecem alguns artistas ou cientistas da época do Renascimento europeu. Certamente os estudantes responderão Leonardo da Vinci, Rafael, Michelangelo, Galileu Galilei, entre outros.

Organize os principais nomes que aparecerem no quadro, dividindo-os nas seguintes colunas: artistas, cientistas e filósofos, dentro e fora da Itália. Para isso é necessário que você pesquise com antecedência nomes ligados ao Renascimento europeu e suas principais contribuições no campo das artes, do pensamento e das ciências no período.

2ª etapa

Sugira aos alunos uma pesquisa na internet sobre aquele que é considerado o principal nome do Renascimento: Leonardo da Vinci (1452 - 1519). Eles vão descobrir que o artista italiano era também um grande cientista, inventor e escultor. Da Vinci conhecia como poucos a anatomia humana, entendia de engenharia, matemática, música e arquitetura, mas ficou conhecido mesmo por sua produção artística - em especial o quadro Monalisa. Sugira que os alunos pesquisem em sites como, por exemplo, Wikipedia, sua pesquisa.com ou em enciclopédias digitais.

Além da pesquisa biográfica, sugira à turma uma pesquisa de imagens para que eles entrem em contato com as principais obras realizadas pelo principal nome do Renascimento cultural.

3ª etapa
Quando falamos do Renascimento geralmente nos referimos somente às artes e acabamos deixando em segundo plano a produção científica da época. Proponha então que os alunos façam uma pesquisa sobre os principais avanços alcançados pela ciência durante o Renascimento. Divida a classe em grupos e proponha que pesquisem cientistas como Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Johannes Kepler, Paracelso, entre outros. Os grupos deverão explicar para a classe quais foram os principais avanços obtidos pelo cientista que contribuíram para desenvolver a ciência na sua época.

4ª etapa
Na quarta etapa, vamos nos ater ao Renascimento Literário. Explique à turma que, em Portugal, o principal nome do Renascimento cultural foi Luís de Camões; na Espanha, Miguel de Cervantes; na França, François Rabelais; na Inglaterra, Willian Shakespeare, entre outros. Divida novamente os alunos em grupos e proponha que realizem uma pequena pesquisa sobre as principais obras de cada autor. Em seguida, solicite que cada grupo organize uma pequena apresentação baseada num trecho de uma das obras e apresente para o restante da sala. Incentive também que os alunos avaliem a importância e a influência das obras desses autores na atualidade. Analise que muitas das obras citadas já foram adaptadas para o teatro e o cinema.

5ª etapa
Na última etapa, é hora de estabelecer um paralelo entre o Renascimento e outro fato histórico da época: a expansão marítima e comercial européia dos séculos XV e XVI. Pergunte aos alunos de que forma o novo mundo concebido pelos renascentistas ajudou os povos europeus a realizarem as descobertas do Novo Mundo. Eles certamente atribuirão algum valor ao antropocentrismo, à busca pela explicação racional do mundo e às novas ciências e descobertas como algo muito importante.

Solicite a eles que pesquisem quais foram essas descobertas. Se eles não se lembrarem ou não souberem, explique que o antropocentrismo é a visão de mundo que considera a humanidade como centro do entendimento humano. Segundo essa concepção, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem. Explique também que até a Idade Média predominava o teocentrismo, concepção pela qual Deus ocupava o principal lugar na explicação do universo.

Avaliação Essa sequência prevê várias etapas de avaliação. A primeira fase pode ser avaliada a partir da participação do grupo na montagem do quadro de nomes do Renascimento. Verifique se os dados da biografia dos diversos nomes estão corretos, se as obras estão adequadamente atribuídas. A segunda etapa pode ser verificada a partir da pesquisa realizada pelos alunos. Verifique se o estudo foi realizado adequadamente. Se eles procuraram nos sites indicados por você, se a pesquisa de imagens tem relação com os nomes pesquisados.

A terceira etapa pode ser avaliada a partir das explanações realizadas pelos diversos grupos a respeito do desenvolvimento científico da época do Renascimento. Verifique se as explicações foram dadas com conteúdo e consistência Na quarta, o que vale é a criatividade e a adequação da apresentação à obra do autor escolhido. A última etapa deve ser observada com foco nas respostas dos grupos ao questionamento do professor, que devem levar em conta a relação entre o Renascimento e a expansão marítima e comercial dos tempos modernos.
Preciso de um abraço

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Evasão é um dos grandes problemas do ProJovem Urbano

18 de Dezembro de 2012  09h24  atualizado às 09h28

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Um novo emprego, um filho ou uma oportunidade em outra cidade são capazes de alterar significativamente a rotina de alguém - quase sempre, para melhor. Mas, para quem decide voltar à escola depois de anos longe da sala de aula, uma mudança inesperada pode significar novamente o fim do sonho de concluir os estudos. É o que acontece com muitos dos alunos do ProJovem Urbano, programa do Ministério da Educação (MEC) que confere certificação em ensino fundamental para jovens de 18 a 29 anos que concluírem 18 meses de lições teóricas e práticas sobre disciplinas do currículo tradicional e mercado de trabalho.
Foi difícil reunir alunos para as aulas na Escola Municipal de Tejipió, no Recife. Das 175 vagas abertas para a turma da metade do ano, apenas 110 foram preenchidas. Hoje, cerca de 50 jovens participam das atividades, no período da noite. "Tivemos um número muito grande de desistências, o que até é considerado normal em um programa para regularização escolar. Muita gente desiste no meio do caminho", diz a vice-diretora da instituição, Marcelle Pereira. O MEC não tem números a respeito de evasão, de acordo com sua assessoria de imprensa.

Além de problemas familiares ou esgotamento por jornadas de trabalho extensas, a professora acredita que o programa apresenta outras carências. "Quem volta para a escola já tem outra vivência, e eles demoram a se readequar à rotina escolar, ainda que ela seja diferenciada", afirma. Além das disciplinas tradicionais de ensino fundamental - matemática, português, inglês, ciências humanas e ciências da natureza -, os jovens têm treinamento em informática, aulas de formação profissional inicial e atividades de participação cidadã.

Mas, para a professora, a estratégia não vem sendo suficiente para motivar os alunos. Na escola de Tejipió, Marcelle acredita que as lições iniciais sobre mercado de trabalho não têm despertado muito interesse. "Eles se preocupam muito com o que vai acontecer depois, e cobram o fato de que as aulas práticas ficam para o final do programa. Nosso arco ocupacional é telemática, mas eles só vão ter noções práticas disso no final. Muitos desistem por não se sentirem estimulados", diz.

A coordenadora geral do ProJovem em Recife, Clara Siqueira, afirma que os alunos começam tendo aulas teóricas, para depois partir à parte prática. "Agora, eles estão vendo o mundo do trabalho de forma geral", diz. Ainda assim, Clara afirma que o objetivo do programa não é formar profissionais especializados, mas apenas qualificá-los inicialmente. "Os alunos sabem que a expectativa não é de sair como um profissional, mas dar um passo ao ensino médio e, quem sabe, ao técnico, que vai preparar mais", explica.

Escola entra em contato com aluno que falta demais

Das 90 vagas iniciais da Escola Municipal Mario Claudio, no Rio de Janeiro, restam apenas 35 alunos. Encontrar um emprego é o principal motivo pelo qual os jovens desistem do diploma. Segundo a professora Lucia Teresinha de Souza Oliveira, a carreira profissional parece ser mais importante do que a formação escolar. "Muitos não conseguem compreender que trabalho e estudo andam lado a lado", diz. Para evitar que o número de alunos que cumprem as horas previstas para conquistar a ceriticação seja ainda menor, a escola tem promovido ações para inseri-los na comunidade. "Promovemos passeios, idas a teatros, ao planetário. Queremos mostrar o quanto é importante que eles estejam engajados, que estejam munidos culturalmente. Nosso objetivo é fazer com que eles entendam que o estudo traz crescimento não só financeiro e profissional, mas também pessoal", afirma.

Em alguns casos, no entanto, a desistência acaba sendo inevitável. Antes disso, porém, assistentes sociais, professores e diretores tentam buscar respostas para faltas constantes e demonstrações de descontentamento. Em caso de doenças, por exemplo, o aluno tem a chance de realizar atividades de casa - tudo para não perder o diploma. "Nós lidamos com metodologia apropriada, trazemos atividades direcionadas. Mas esse é um direito do jovem, não o dever. Ele pode escolher não estudar", diz Clara.