quinta-feira, 23 de abril de 2015

A verdadeira história de São Jorge




Em torno do século III d.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.

Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador dos homens.

Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e n'Ele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de Deus jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor a Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do Deus Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.

Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o propósito de tudo o que lhe ocorria, lembrando-se das palavras de Jesus: “... vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13). A fé deste servo de Deus era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessá-lo como Senhor por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, rendendo sua vida a Cristo. Seu testemunho de fidelidade e amor a Deus arrebatou o coração de toda uma geração de romanos.

Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus em 23 de abril de 303. Logo, a devoção a São Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando à sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade.

Em 494, a devoção era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem à sua memória. Assim, confirmou-se a devoção a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte.

Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração e veneração de imagens.

Apesar do engano e da cegueira espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e conduziu muitas vidas a Cristo. Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra: “ ...Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte”(Filipenses 1.20). Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do Senhor e atraiu homens e mulheres a Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos.

Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome. A melhor maneira de honrá-lo e prestigiá-lo não é com fogos de artifício, promessas e festa, mas imitando-o em sua fé e devoção a Cristo. 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Saiba como preparar uma festa de 15 anos

MEU MUNDO

Postado por: MELISSA MARQUES
Saiba como preparar uma festa de 15 anos!
Realizar uma festa de 15 anos com certeza é o sonho de muitas garotas. Mas nem sempre é fácil saber por onde começar, não é mesmo? Por isso a tt criou esse guia superprático que vai te ajudar muito na hora de fazer as escolhas para essa tão sonhada noite.
1 ANO ANTES…
Agora é a hora de colocar todos os seus planos para essa festa incrível no papel: Como será a cerimônia? Terá valsa? Outro tipo de dança? Baile? DJ? Quem será o “príncipe”? Onde você gostaria que a festa fosse? Quantas pessoas você gostaria de convidar? E o vestido? Será comprado ou terá que mandar fazer?




Vestido - 15 Anos


Foto: Flickr / Aluana Cortezini
Faça uma lista com todas essas informações. Definir esses detalhes é importante para começar o quanto antes a organizar a festa.
Dica: Se você optar por um Buffet, já faça um contato prévio veja se a data está disponível.
6 MESES ANTES…
Com seis meses de antecedência você pode procurar com calma uma decoração que te agrade. Dá para utilizar fotos suas e de seus familiares e amigos, flores, ramos, luzes especiais, arcos, tecidos, velas… Enfim, são diversas opções! Agora também é a hora de escolher as cores da decoração, as mais utilizadas são: branco e rosa e branco e lilás. Além disso, rosa e marrom também estão entre os preferidos.




















Decoração - 15 Anos
Foto: Flickr / Aluana Cortezini
Você também já pode fechar com a empresa que fará a cobertura de fotos e vídeos da festa.
Não se esqueça de definir o cardápio da festa! Inclusive dos doces.







Bolo - 15 Anos
Foto: Flickr / Mairton Farias
3 MESES ANTES…
É hora de escolher os convites! Agora que o tema da festa e a decoração já estão eleitos, fica mais fácil preparar um convite com a sua cara! E opção é o que não falta: desde os mais tradicionais (branco escrito em preto), aos mais diferentes, como CDs, DVDs, scrapbooks e até mesmo, sites!
Você também já pode conversar com uma cake designer para criar o bolo perfeito: do jeitinho que você sempre sonhou! Além disso, se você pretende fazer lembrancinhas elaboradas como chinelos e garrafinhas personalisados, é bom procurar uma empresa especializada em brindes.
E não se esqueça de sair à procura do vestido! Com base em tudo o que você já tem definido, é necessário comparar modelos, cores e claro, os preços!
1 MÊS ANTES…
Faça uma prova do vestido e veja se necessita de ajustes.
Agora você já pode começar a pensar no makee no penteado que quer usar. Procure fotos em redes sociais como o Pinterest e o We Heart It e leve como base para a equipe do salão.
Se for fazer em casa, é importante treinar bastante para no dia não cometer nenhum erro, ok?
Você também pode montar um setlist e enviar para o DJ tocar as músicas que a sua galera curte ou que tenham a ver com a temática da festa.
1 SEMANA ANTES…
Última prova do vestido! Aproveite para testar também a maquiagem e o penteado! Agora que a correria passou, é hora de relaxar!
NO DIA…
Aposte num Dia da Debutante. Se você não puder fechar um pacote com o salão, tente relaxar bastante em casa. Assista à um filme, coma comidas leves e prepare-se para dançar a noite toda!
Importante: chegue com antecedência para poder recepcionar os convidados.
Aproveite a festa!
ACESSÓRIOS PARA OS CABELOS





Acessórios para os cabelos
Tiara dourada com laços, Balonè, R$ 39,00

Tiara com laço de couro sintético, com glitter dourado e spike, Dona Lilica Acessórios, R$ 25,00

Arco palha com flor e plumas, Virgemaria, R$ 39,99

Prendedor de coque de metal com strass, Fiszpan, R$ 54,00
Foto: Divulgação
MAKE PASSO A PASSO
Passo a Passo Passo 1



Aplique sombra pérola em toda a pálpebra móvel. Faça um traçado fino com delineador rente aos cílios superiores, deixando um puxadinho no final. No canto externo, passe sombra marrom e esfume para não deixar muito marcado.
Passo a Passo Passo 2







Passe várias camadas de máscara para cílios preta, deixando o produto secar entre cada aplicação. Aplique em cima e embaixo, para um efeito mais marcante. No canto externo, coloque tufos de cílios postiços. Use cola especial e pinça para facilitar o procedimento.
Passo a Passo Passo 3






Nas têmporas, passe blush rosado, seguindo em direção ao nariz, formando uma linha diagonal nas maçãs do rosto. Nos lábios, aposte em batom cremoso rosa ou gloss.
Passo a Passo
Passo 4






Para terminar, aplique um pouco de iluminador em pó abaixo do canto externo dos olhos.
 RESULTADO FINAL








Passo a Passo
E então, girls? Prontas para arrasar?
!

Como escolher o vestido da festa de 15 anos

Como escolher o vestido da festa de 15 anos

Músicas para usar na hora de dançar a valsa!

Músicas para usar na hora de dançar a valsa!

sábado, 18 de abril de 2015

HISTÓRIA Histórias e eleições do PMDB HomeHistória A história

HISTÓRIA Histórias e eleições do PMDB HomeHistória
A história
 O MDB começou a se formar no, então Mato Grosso, nos primeiros dias de abril de 1966, em Campo Grande, como parte da estratégia adotada pela direção nacional, que recomendou aos militantes que formassem o partido em todos os municípios e disputasse as eleições. Esta era a forma para o partido se tornar conhecido e conquistar representação parlamentar.

Seu início fora pelas mãos de dois importantes políticos: Vicente Bezerra Neto e Wilson Barbosa Martins, o primeiro, corumbaense, advogado, com vida política iniciada no PSD. Depois, na eleição de 1947, filiou-se ao PCB para disputar uma vaga de deputado estadual. Mais tarde, no final da década de 1940, ajudou a construir o PTB, tornando-se liderança no mesmo.

Wilson Barbosa Martins nasceu em Rio Brilhante, porém adotou como domicilio eleitoral e profissional a cidade de Campo Grande, onde se tornou prefeito, deputado federal, governador do Estado por dois mandatos e senador da República. Começou sua vida política na UDN em 1947.

As primeiras reuniões com o objetivo de formar o MDB foram realizadas em fevereiro de 1966, de forma discreta. A primeira reunião com o objetivo de oficializar a criação do partido aconteceu no dia 23 de abril de 1966, um sábado, na sede da Associação dos Proprietários de Imóveis de Campo Grande. A direção dos trabalhos na reunião ficou a cargo dos deputados Wilson Barbosa Martins e Edison de Brito Garcia. Ao final da reunião fora escolhida a executiva estadual do partido, formada por Bezerra Neto, Edison de Brito Garcia, Plínio Barbosa Martins, Plínio Rocha, Artur D’Avila,entre outros. Wilson Martins foi escolhido para presidi-la.

Em uma divisão informal coube a Bezerra Neto a missão de organizar o partido na região norte e a Wilson na região Sul do Estado. A missão era dificílima, pois o partido nascia como oposição ao governo militar instalado e ameaças veladas afastavam as pessoas da filiação ao partido. Muitas vezes se criava a comissão provisória em determinada cidade e seguia-se para outra, na volta, a comissão já não existia mais pela desistência dos membros devido a ameaças de prisão.

Com o passar do tempo o partido superou os obstáculos e se tornou a principal força de oposição aos militares, tornando-se um porto seguro para aqueles que desejavam o retorno do estado de direito, conforme disse Ulysses Guimarães.

Eleições de 1966
Ganhar as eleições em Campo Grande, além de um teste, era fundamental para o novo partido. Todas as fichas foram lançadas nestas eleições não só por ser um pólo irradiador de idéias, mas também por ser um local onde as forças políticas ligadas à ditadura estavam mais organizadas e sedentas de vitória. A primeira direção municipal do partido fora montada por Artur D’Avila em uma reunião no dia 27 de julho de 1966 realizada em sua residência.

O partido resolveu lançar uma chapa com dois candidatos a prefeito: Plínio Barbosa Martins e o próprio Artur D’Avila Filho. A legislação da época permitia o voto de sublegenda, ou seja, o partido podia lançar até três candidatos. O advogado Plínio Barbosa Martins foi o vitorioso com 9.913 votos contra 6.488 do principal adversário.

O resultado das eleições consagrou a nova legenda como um grande partido político. Foram eleitos 62 vereadores em 18 municípios e foram conquistadas as prefeituras de Campo Grande, com Plínio Barbosa Martins; Rochedo, com Altino Pereira Dias; Três Lagoas, com Michel Tomé; e Guia Lopes da Laguna, com Amyntas Mônaco.

Para a Assembléia Estadual, o partido elegeu Júlio de Castro, Carlos Medeiros, Américo Porfírio, Altair Brandão, Agápito Boera e Walter de Castro. Para a Câmara Federal foram eleitos Wilson Barbosa Martins e José Feliciano. Em todo o País o MDB elegeu 132 deputados federais e 20 senadores.

Os anos seguintes foram marcados por protestos contra a ditadura e no rastro destes movimentos um grupo de estudantes da Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso, liderados pelo acadêmico de direito Juarez Marques Batista, decidiu organizar um protesto em Campo Grande pela construção de uma Universidade Pública no sul do Estado. Wilson e Plínio apoiaram o protesto e a famosa passeata de 1968 em Campo Grande teve relativa importância para a história do MDB de Mato Grosso.

Depois do fechamento do Congresso Nacional pelos militares em 13 de dezembro de 1968 a ditadura decretou o Ato Institucional n.º 05, o AI-5. Foi com ele que, em 10 de fevereiro de 1969, a ditadura cassou uma das principais lideranças do MDB de Mato Grosso, Wilson Barbosa Martins.

Eleição de 1969
O MDB havia conseguido relativo êxito na eleição de 1966, porém em 1969 a situação era outra. A ARENA estava mais organizada e mais raivosa. Tanto que boatos já davam conta, antes da eleição, de que mesmo que um candidato do MDB ganhasse a Prefeitura de Campo Grande, não tomaria posse. Dizia-se que o Governo Federal utilizaria o AI-5 para tal realização.

A eleição aconteceu em 15 de novembro e o resultado foi desfavorável tanto em Campo Grande quanto nos outros municípios em que o MDB tinha perspectivas de vitória. O candidato adversário venceu em Campo Grande e o MDB elegeu os vereadores Antônio Carlos de Oliveira e Walter Castro. Quatro prefeituras foram conquistadas. Pedro Gomes com Onilton de Mello; Aparecida do taboado, com Sebastião Freitas; Glória de Dourados com Roberto do Nascimento; e Bataguaçu, com Ênio Martins (irmão de Wilson). Elegeu também 32 vereadores em 13 municípios. Com a cassação de Wilson Martins o senador Bezerra Neto assumiu o diretório regional do partido.

Eleição de 1970
As eleições proporcionais de 1970 foram ruins para a legenda. O resultado pleito para o senado foi: Plínio Martins – 80.451votos, Rachid Derzi – 146.257 votos, e Filinto Muller – 170.365 votos. Nenhum representante fora eleito para a Câmara Federal e para a Assembléia Legislativa foram dois: Cleómenes Nunes e Cecílio Jesus Gaeta.

Em 1971 Ulysses Guimarães assume interinamente a presidência nacional do partido, sendo eleito em 1972 para a permanência no cargo. Aqui no Estado o MDB começou o ano de 1972 completamente desestruturado e sem candidatos para as principais prefeituras, e neste ano, haveria eleições.

Com os nomes tradicionais fora de cena, novas lideranças começam dirigir o partido. Surgem então nomes como os dos vereadores Valter Pereira e Nelly Bacha, dos advogados João Pereira e Carmelino Resende, do deputado estadual Antônio Carlos de Oliveira, do jornalista Antônio Cruz e do engenheiro Fausto Mato Grosso.

Eleição de 1972
Apesar do discurso duro e do grande esforço da nova guarda que agia apoiada pelos veteranos, o MDB conquistou apenas a prefeitura de Guia Lopes da Laguna com Ranulfo Pereira da Silva. Em todo o País conseguiu eleger apenas 12% dos prefeitos.

Ao longo da década de setenta o MDB concentrou sua atuação no poder legislativo. Eleições após eleições, o partido conquistava um bom número de vereadores, deputados estaduais e federais. A tarefa destes parlamentares, entre outras, era fustigar a ditadura com o objetivo de enfraquecê-la e cooptar para o MDB aquelas lideranças políticas desencantadas com a ARENA.

Eleição de 1974
Em 15 de novembro de 1974 mais uma vez a ARENA venceu, no entanto o MDB, que voltou a crescer desde 1972, elegeu Antônio Carlos de Oliveira e Walter de Castro para deputados federais, além de seis deputados estaduais, Valter Pereira, Cleómenes Nunes, Cecílio de Jesus Gaeta, Sérgio Cruz, Carlos Bezerra e Henrique Freitas. O candidato a senador, Bezerra Neto, em que pese ter tido excelente votação em Campo Grande, Perdeu a eleição para Mendes Canale.

Eleição de 1976
O nome mais forte que partido tinha para disputar a prefeitura de Campo Grande na ocasião era Walter de Castro, todavia poucos dias antes da convenção espalhou-se o boato de que o mesmo havia feito um entendimento com o ex-governador Pedro Pedrossian para ser seu candidato dentro do MDB. Isto fez com que o partido rejeitasse seu nome como candidato apesar de ele negar a veracidade da especulação. Em crise, o partido lança Sérgio Cruz e Plínio Rocha a prefeito de Campo Grande.

A fissura do partido nesta eleição favoreceu o candidato da ARENA, Marcelo Miranda, que venceu o pleito. Para a Câmara Municipal o MDB elegeu cinco vereadores: Plínio Martins, Nelly Bacha, Odilon Nakasato, Aurélio Pires e Aurélio Cance Júnior. Foram conquistadas também as prefeituras de Anaurilândia, com Orálio Pereira de Queirós e Jardim, com Fernando Freitas. Além destes, o partido elegeu 53 vereadores em 22 municípios.

Eleição de 1978
Em 11 de outubro de 1977 fora criado o Estado de Mato Grosso do Sul, e, por conta disto, a eleição de 1978 foi constitucional e serviu para escolher os parlamentares que deveriam representar o novo Estado no Congresso Nacional e no Poder Legislativo Estadual. Foram dois senadores, seis deputados federais e 18 estaduais.

O MDB lançou 137 candidatos à Assembléia Estadual e sete à Câmara Federal, destes, elegeu seis para o Legislativo Estadual: Odilon Nacasato, Onevan de Matos, Roberto Orro, Sergio Manoel da Cruz, Cecílio Jesus Gaeta e Getúlio Gideão. Para a Câmara Federal elegeu Antônio Carlos de Oliveira e Walter de Castro. Pedro Pedrossian venceu a eleição para governador pela ARENA.

A Campanha pela Anistia
No final da década de setenta se torna forte a campanha pela anistia. Familiares e amigos de presos políticos exigiam que o regime concedesse anistia aos presos e aos brasileiros que estavam exilados ou vivendo na clandestinidade. No âmbito nacional foi criada uma comissão composta pelas mães e esposas de desaparecidos com apoio da Igreja Católica. A Comissão de Justiça e Paz, como foi chamada, era liderada no país pela senhora Terezinha Zerbini, esposa do major Zerbini que havia sido preso por se opor ao golpe em 1964.

Inspirado neste trabalho, a mesma comissão fora criada em Campo Grande e um de seus articuladores foi Alfredo Sulzer, militante do MDB que, juntamente com o padre Antônio Antunes de Barros, foi a São Paulo ter com o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e assim iniciar os trabalhos aqui no Estado.

Em 28 de agosto de 1979 o governo militar mandou para o Congresso um decreto que concedeu anistia parcial, ou seja, deixou de fora muita gente, conforme denunciado pelos comitês de anistia em diversos fóruns. Por isto, a luta pela anistia continuou até 1988, quando a constituinte reconheceu o direito dos anistiados.

O nascimento do PMDB
As derrotas que a ARENA vinha sofrendo desde 1974, mesmo com as constantes mudanças nas regras eleitorais, ensejaram que seus caciques promovessem mais uma reforma, desta vez para acabar com o bipartidarismo, e assim, com o MDB. Em outubro de 1978 o governo, por meio do ministro Petrônio Portela, enviou ao Congresso Nacional o projeto de reforma política que permitiria a criação de novos partidos.

Em 20 de dezembro de 1979, o Governo Federal decretou o fim do MDB e da ARENA. Na noite deste mesmo dia, após uma reunião em Brasília para discutir o novo nome do partido, o manifesto dos fundadores do PMDB anunciava o novo nome e reafirmava a missão do partido, que seria prosseguir com a luta do MDB em prol da efetivação da democracia em sua plenitude.

A criação do PMDB foi oficializada em Brasília no dia 15 de janeiro de 1980. Em Mato Grosso do Sul foi eleito presidente da legenda o deputado federal Antônio Carlos de Oliveira. Na “dança” partidária ocorrida em 1980 fez com que Oliveira trocasse de partido pouco tempo após sua eleição e isto fez com que se convocasse Wilson Barbosa Martins para assumir a direção do partido. Por outro lado, esta acomodação partidária trouxe grandes nomes da antiga ARENA para o PMDB, entre eles Levy Dias e Ramez Tebet.

A conquista do governo em 1982
As conversas objetivando formar a chapa do PMDB começaram em abril, embora Wilson Martins, discretamente com o apoio do PCB, já estivesse em campo articulando a sua candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul. Um passo importante desta caminhada foi a indicação de Wilson para a presidência da OAB no Estado. Este cargo somado à presidência do partido aumentou sua visibilidade. Após muita discussão dentro do partido optou-se por Ramez Tebet para a vaga de vice de Wilson.

O advogado Esacheu Nascimento, atual presidente do PMDB (2010-1011), participou da campanha trabalhando na coordenação de comunicação.

Com a apuração dos votos se sagrou eleito governador do Estado o doutor Wilson Martins com 258.192 votos. Para o Senado se elegeu Marcelo Miranda, também do partido, com 158.280 votos. Para a Câmara Federal foram quatro os eleitos: Plínio Barbosa Martins, Sérgio Cruz, Rubem Figueiró e Harry Amorim da Costa. Para a Assembléia Legislativa o PMDB elegeu doze deputados: Jonatan Barbosa, Onevan de Matos, Roberto Orro, Akira Otsubo, Valter Pereira, João Leite Schimidt, Ayres Marques, Ivo Cerzózimo, Aniz Faker, Benedito Leal, Nelson Buainain e Cecílio de Jesus Gaeta.

Na Câmara de Vereadores de Campo Grande foram eleitos pelo PMDB Nelly Bacha, Waldemir Moka, Américo Nicolatti, Antônio Pereira,Fausto Mato Grosso, Jairo Fontoura, Moacir Scândola, Marcelo Barbosa Martins, Manoel Lacerda, Wilson Oshiro e Antônio Aranda. O resultado do pleito em todo o País fora considerávelmente bom para o partido. Ele elegeu oito governadores de estados, 21 senadores e duzentos deputados federais

Diretas Já
 Conquistar o direito de escolher democraticamente o presidente da República passou a ser a principal bandeira do PMDB na década de 1980, já que em 1982 haviam sido realizadas eleições para governador, prefeito, vereador, senador, deputado federal e deputado estadual. No segundo semestre de 1983 começaram as primeiras articulações para o lançamento da campanha pelas “Diretas”. Grandes comícios começaram a acontecer em todo o País em favor da campanha, chegando a reunir cerca de trezentas mil pessoas em alguns.

Em Campo Grande fora criado o Comitê Pró-Diretas, entidade suprapartidária composta pelo PMDB, PT, PDT e por várias entidades da sociedade civil, como associações de bairros, sindicatos, diretórios estudantis, entre outros. Além dos atos aqui realizados, lideranças políticas de Mato Grosso do Sul participavam dos grandes comícios em outras capitais. Ramez Tebet discursou para mais de trezentas mil pessoas no comício da Candelária, Rio de Janeiro, no dia 10 de abril.

A emenda Dante de Oliveira, que transformaria a eleição direta em lei, foi derrotada na noite de 25 de Abril de 1984 por uma diferença de 24 votos, mas a intensidade da campanha e o envolvimento da população fez com que os parlamentares do PDS começassem a debandar rumo à causa. Isto fez com que, em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves fosse eleito pelo Colégio Eleitoral. Tancredo faleceu em 21 de abril do mesmo ano, assumindo seu vice José Sarney.

Eleição de 1986
Depois de ter conquistado a prefeitura da Capital por duas vezes, uma indicando Lúdio Coelho e outra com Juvêncio Cesar da Fonseca, o PMDB chega a 1986 vivendo um momento muito importante de sua história. Além do crédito pela luta contra a ditadura, o governo Sarney havia editado o Plano Cruzado, iniciativa que permitiu gerar milhares de empregos e dinamizar a economia.

O Partido em MS, animado com a Nova República, organizou uma chapa forte para concorrer às eleições. Encabeçando esta chapa Marcelo Miranda venceu Lúdio Coelho que havia saído do partido e se filiado no PTB para concorrer ao cargo de governador. Para o Senado foram eleitos Wilson Martins, com 240.468 votos e Rachid Derzi, com 215.356 votos.

Para a Câmara Federal o PMDB elegeu quatro deputados: Valter Pereira, Rubem Figueiró, Ivo Cerzózimo e Plínio Martins. Elegeu também 50% dos deputados estaduais com André Puccinelli, Pedro Dobes, João Leite Schimidt, Akira Otsubo, Onevan de matos, Jonatan Barbosa, Cláudio Valério, Carlos Fróes, Ricardo Bacha, Valdenir Machado, Benedito Leal e Oséias Pereira.

Eleições de 1990 e 1994
O governador Marcelo Miranda terminou seu mandato em meio a pesadas críticas da oposição, inclusive com o prédio da governadoria ocupado por funcionários públicos em greve, comandados pelo PT. O clima não permitia ao partido lançar candidato com chances de vitória. Assim, decidiu-se por apoiar a candidatura de Gandi Jamil, do PDT, oferecendo a candidata a vice Celina Jalad. Pedro Pedrossian foi eleito governador deixando Gandi Jamil em segundo lugar.

Para o Senado o partido elegeu Juvêncio Cesar da Fonseca e para a Câmara Federal Valter Pereira, além de três deputados para a Assembléia Legislativa: Valdenir Machado, Waldemir Moka e Franklin Masruha.

Em 1994 o PMDB estava em melhores condições, pois um trabalho de reorganização partidária feito desde 1992 preparou o partido para os novos embates políticos. A princípio o partido tinha dois nomes como pré-candidatos, mas a convenção optou por Wilson Mrtins que ganhou a eleição no primeiro turno com 392.365 votos. Para o Senado elegeu Ramez Tebet e para a Câmara Federal André Puccinelli, Marisa Serrano e Dilso Sperafico. Na Assembléia Legislativa cinco vagas foram conquistadas: Celina Jallad, Waldemir Moka, Murilo Zauith, Jerce de Souza e Nelito Câmara.

Eleições de 1996 e 2000
Em 1996 o PMDB tinha três nomes com condições de concorrer à Prefeitura de Campo Grande, entre eles o do médico e ex-deputado, André Puccinelli. Como nenhum dos pretendentes abria mão da candidatura o partido optou pela realização de pesquisas quantitativas e qualitativas para a escolha do nome. A posição aguerrida de André Puccinelli se destacou nas enquetes e este foi o fator preponderante para a sua escolha.

Em junho de 1996 a convenção do partido ratificou a canditatura de André a prefeito com Osvaldo Possari de vice. O resultado do primeiro turno das eleições foi de 101.657 votos para o candidato adversário e 81.127 para Puccinelli. No segundo turno as coisas se inverteram e o candidato do PMDB venceu o pleito com 411 votos de vantagem.

Apesar de não ter tido candidato a Governador nas eleições de 1998, e do candidato apoiado pelo partido ter sido derrotado, o PMDB chegou fortalecido nas eleições do ano 2000. A eleição permitiu ao PMDB conquistar uma grande bancada de vereadores e prefeitos em Mato Grosso do Sul. A principal realização foi a reeleição de André Puccinelli a prefeito da Capital.

O trabalho realizado por Puccinelli no mandato de 1996 a 2000 garantiu uma reeleição sem dificuldades. A gestão foi elogiada pelos cidadãos em todos os sentidos, principalmente, pelo número expressivo de obras em infraestrutura. André venceu a eleição no primeiro turno com 223.312 votos, tendo o segundo colocado auferido apenas 69.511 votos.

O partido elegeu também quatro vereadores na Capital e conquistou 21 prefeituras em MS, além da de Campo Grande: Alcinópolis, Anaurilândia, Angélica, Antônio João, Bandeirantes, Bataiporã, Bodoquena, Camapuã, Costa Rica, Coronel Sapucaia, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Juti, Nova Alvorada do Sul, Novo Horizonte, Paranaíba, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, Terenos, Três Lagoas e Vicentina.

Eleições de 2002 e 2004
Mesmo tendo condições plenas de disputar o Governo do Estado em 2002 com André, por questões estratégicas, o partido optou por não lançar candidato e apoiar a candidata do PSDB, Marisa Serrano. O candidato do PT venceu a elição no segundo turno e o PMDB elegeu dois representantes para a Assembléia Estadual: Celina Jallad e Simone Tebet. Para a Câmara Federal, Waldemir Moka e para o Senado, Ramez Tebet.

Em 2004 o PMDB também elegeu uma bancada considerável de prefeitos e vereadores em Mato Grosso do Sul. Ganhou pela terceira vez consecutiva a prefeitura da Capital com Nelson Trad Filho, apoiado pelo ex-prefeito André Puccinelli. O candidato do PMDB foi eleito no primeiro turno com 213.195 votos. Além dele o partido elegeu seis vereadores para a Câmara da Capital.

Estado a fora, foram eleitos pelo PMDB treze prefeitos: Alcinópolis, Bataiporã, Anaurilândia, Bonito, Brasilândia, Sonora, Camapuã, Campo Grande, Costa Rica, Ivinhema, Sidrolândia, Três Lagoas e Terenos.

Eleições de 2006 e 2008
Na eleição de 2006 o PMDB tinha André Puccinelli como candidato natural do partido ao governo do Estado. Mesmo estando havia dois anos sem mandato, sua atuação à frente da prefeitura da Capital por oito anos lhe conferia popularidade suficiente para o embate.

André Puccinelli venceu a eleição no primeiro turno com 726.806 votos, contra 450.747 votos do segundo colocado. Para a Câmara Federal foram eleitos pelo PMDB Waldemir Moka com 100.655 votos e Nelson Trad com 63.694 votos. Para a Assembléia Legislativa foram seis os eleitos: Ari Artuzi, com 36.960 votos, Marquinhos Trad com 35.777 votos, Jerson Domingos com 32.352 votos, Youssif Domingos com 27.118 votos, Junior Mochi com 25.691 votos, Carlos Marun com 24.069 votos e Akira Otsubo com 22.266 votos.

Em 2008 o partido elegeu 28 prefeitos, entre eles o da Capital com a reeleição de Nelson Trad Filho: Anastácio, Aparecida do Taboado, Mundo Novo, Brasilândia, Sidrolândia, Coxim, Anaurilândia, Batayporã, Aquidauana, Figueirão, Nioaque, Guia Lopes da Laguna, Costa Rica, Chapadão do Sul, Bonito, Nova Andradina, Bodoquena, Novo Horizonte do Sul, Itaporã, Vicentina, Pedro Gomes, Campo Grande, Ivinhema, Coronel Sapucaia, Três Lagoas, Sonora, Naviraí e Terenos. Foram eleitos também 146 vereadores para as Câmaras Municipais.

Eleição de 2010
Depois de quatro anos à frente do Estado, André Puccinelli não conseguiu imprimir o mesmo ritmo de progresso que trazia na condução da prefeitura da Capital, todavia durante um período eleitoral acirrado conseguiu transmitir sua mensagem à população e se reelegeu no primeiro turno.

O governador André Puccinelli trouxe à discussão os números que nortearam o Estado nos últimos anos e mostrou a condição lastimável que encontrou as finanças públicas. Além da condição ruim que encontrou a máquina estatal, Puccinelli pode demonstrar aos cidadãos sua atuação austera no equilíbrio das contas e nos investimentos estruturais.

A população ouviu e entendeu o recado do governador e o reelegeu no primeiro turno com 704.407 votos, contra 534.601 de seu principal adversário e segundo colocado. Para a Assembléia Legislativa o PMDB elegeu seis deputados: Marquinhos Trad, com 56.287 votos, Carlos Marun, com 40.163 votos, Jerson Domingos, com 38.204 votos, Junior Mochi, com 31.881 votos, Mauricio Picarelli, com 28.277 votos e Eduardo Rocha, com 25.428 votos.

Para a Câmara Federal foram eleitos três deputados: Geraldo Resende, com 79.299 votos, Fabio Trad, com 82.121 votos e Marçal Filho, com 60.957 votos. O partido elegeu ainda um senador, Waldemir Moka, com 544.933 votos.

GAETA......

Sábado, 21 de Dezembro de 2013, 

Com Gaeta vestido de vermelho, era só chumbo grosso na Assembleia Legislativa...

Corumbaense Cecílio de Jesus Gaeta tinha língua afiada e o público da sempre lotada galeria naquele distante final da década de 70 antes da divisão de Mato Grosso ficava ouriçado

Por: NELSON SEVERINO








Quando o deputado corumbaense Cecílio de Jesus Gaeta pisava o plenário da Assembleia Legislativa todo vestido de vermelho – às vezes ele enrolava o cós da calça para mostrar que estava usando até cueca vermelha – o público da sempre lotada galeria naquele distante final da década de 70 antes da divisão de Mato Grosso ficava ouriçado, porque era sinal que vinha chumbo grosso naquela sessão.

Com uma bancada pequena, mas atuando em perfeita sintonia, quando a turma do valente Partido do Movimento Democrático (MDB), que depois virou o hoje PMDB, decidia atacar o governador Garcia Neto ou alguém do seu “staff”, os deputados da Arena iam saindo de mansinho do plenário e se mandando para seus gabinetes para não ter que ouvir violentas críticas e denúncias contra as pessoas que tinham a obrigação de defender.

De vez em quando, uns deputados mais ousados – o desbocado e falecido Milton Figueiredo, o também já falecido Ari Leite Campos e Oscar da Costa Ribeiro – tentavam defender o governo, mas, como sempre, se davam mal. Na realidade, não era fácil enfrentar a pequena tropa de choque emedebista, que tinha oradores ferozes como o próprio Gaeta, Sérgio Cruz, Valter Pereira, Carlos Bezerra...

Imagem da Internet
Deputado corumbaense Cecílio de Jesus Gaeta
Com Mato Grosso ocupando grande espaço no noticiário nacional e até mesmo internacional por causa da violência que se alastrava pelo Estado – assassinatos de dois padres (Rudolf Lunkenbein, em General Carneiro e João Bosco Penido Burnier, em Ribeirão Cascalheira) em menos de três meses), conflitos entre posseiros, fazendeiros e grileiros e invasões de terras indígenas – o que não faltava era assunto para os emedebistas descer o sarrafo no governo.

E com tanta munição no dia a dia, a maior vítima da oposição era o então secretário de Segurança Pública do Estado, coronel aposentado do Exército Aloísio Madeira Évora, que veio do Rio de Janeiro para Mato Grosso com a dura missão de colocar ordem na casa. Era muito difícil passar uma sessão sem o pau cantar duro no lombo de Madeira.

Aliás, embora há muitos anos afastado da política partidária, Gaeta continua com a língua de trapo – como ele era chamado pelos jornalistas da época – afiadíssima como nunca. Ainda outro dia, ao passar por Dourados-MS, Gaeta disse numa entrevista que o presidente Lula só não roubou mais do Brasil, porque só tem nove dedos nas mãos...

Numa das sessões matinais da Assembleia Legislativa quando Gaeta desopilava o fígado contra Madeira Évora, um deputado situacionista que só abria boca para dizer sim ou não nas votações, tirou a bunda da cômoda cadeira e caminhou na direção da tribuna. Gaeta interrompeu imediatamente seu ácido discurso e perguntou em tom irônico: “O nobre deputado quer um aparte, quer...”

– Não senhor, estou indo apenas dar uma mijadinha...” – foi a sua rapidinha .resposta .

Dez sugestões para sua apresentação de seminári

Dez sugestões para sua apresentação de seminário


Dez sugestões para sua apresentação de seminário
Poucas coisas podem ser tão aborrecidas como um seminário mal preparado. A impressão que se tem é a de que vai demorar uma eternidade para acabar. Dá tempo de pensar na bolsa que não caiu, no prazo de envio dos resumos, no adversário que o seu time pega na próxima fase do campeonato, no churrasco do final de semana…

Prender a atenção das pessoas é uma arte. E as técnicas utilizadas para falar em público estão em livros e cursos inteiramente dedicados ao assunto. Como não tenho a pretensão de publicar nada tão extenso, separei apenas dez recomendações que são solenemente ignoradas em algumas apresentações de seminários por aí. Vamos a elas:

1. Não leia.
Esta é a regra primordial, não deveria nem precisar de explicação. Mas se ainda não estiver convencido, serei direto: a partir da 4ª série do ensino fundamental, ninguém mais necessita de ajuda para ler. Por favor, respeite o seu público.

2. Chegue cedo.
Jamais subestime as implicações da Lei de Murphy na Pós-Graduação. Ela não falha. Em dia de apresentação, tudo que pode dar errado acaba acontecendo: a sala está trancada, o projetor não liga, o microfone não funciona e a apresentação não abre.

3. Prepare sua apresentação.
Em outro post, abordamos algumas dicas para preparar a parte visual da apresentação. Planeje a sua apresentação colocando-se no lugar do seu público. Pense na seqüência de idéias que irá apresentar para que a sua mensagem seja transmitida com sucesso.

4. Cuide da sua aparência.
Tenha em mente que você será o centro das atenções, por isso capriche no visual. O desleixo com a aparência dá a impressão de que o prelecionista dá pouca importância à apresentação.

5. Deixe claro o tema e a estrutura da apresentação.
Prepare seu público para o que está por vir, assim ele organizará as idéias com maior facilidade e não interromperá para perguntar sobre assuntos que serão expostos apenas alguns slides à frente. Comece como frases do tipo “o tema abordado será…” e “a apresentação está dividida em n partes; na primeira parte…”

6. Não economize exemplos.
Apresente os conceitos seguidos de exemplos, reais ou não. Eles são importantes na compreensão e na retenção do que está sendo apresentado.

7. Use do bom humor, mas não abuse.
O humor ajuda a descontrair e a despertar a atenção dos seus ouvintes. Mas se você não é acostumado a fazer humor no seu cotidiano, melhor não deixar para tentar isso em uma apresentação. Soa artificial e todos percebem.

8. Atente para a postura.
Durante a apresentação, você não se comunica apenas verbalmente. Seus gestos, a entonação da sua voz e sua postura também faz parte da comunicação. E nunca fique de costas para o público, ok?

9. Não aponte suas falhas.
Nada mais chato do que alguém que fica se desculpando o tempo inteiro. Muitas vezes, se o prelecionista não chamasse a atenção para as falhas, elas passariam despercebidas.

10. Cuidado com os vícios de linguagem.
São os famosos “éééé”, “mmm” e “aí” das apresentações. Geralmente são grunhidos emitidos enquanto o interlocutor pensa. Vício de linguagem também é difícil de largar: você se policia para acabar com um, acaba adquirindo um novo. Por isso, vigilância constante.