sábado, 18 de fevereiro de 2012

Como uma árvore

14/02/2012 98 Comments by Cristiane Cardoso
“Porque será como as árvores plantadas junto aos cursos de água, que dão fruto na época própria, e cujas folhas não murcham. Todo o seu fruto é bom. Mas não são assim os que vivem sem Deus! São, antes, como a palha que o vento leva.” Salmo 1:3,4
Em continuação ao blog anterior, as pessoas que se dispõem em se desviar daqueles que não têm a mesma fé e se atentam às Palavras de Deus dia e noite, são como essas árvores plantadas junto às aguas. Você já viu árvores assim? Elas são lindíssimas! São bem verdinhas, aliás, o verde delas é diferente, é bem vivo e saudável.
E como a própria Palavra nos ensina, elas dão fruto na época própria. Isso quer dizer tanto… Tudo o que acontece com você vem na hora e no momento certo, pois os frutos que você dará através desses acontecimentos serão de muito bom grado a todos. É como aquela árvore que sempre dá os seus frutos um certo mês do ano e não falha. Seus frutos são tão bons que o fazendeiro confia nela, mesmo sendo uma simples árvore. Ora, como você acha que o fazendeiro vai tratar essa árvore? Agora, imagine Deus, como Ele cuida das pessoas como essa árvore?
As folhas dela não murcham. Ela está sempre forte, sempre saudável, sempre pronta para a próxima seara! Ou seja, vem o vento, vêm as tempestades, vem a seca, vem o que for, essa árvore não murcha de jeito nenhum. Todo o seu fruto é bom, faz bem não somente a ela mesma, mas a todos ao seu redor.
Agora, “não são assim os que vivem sem Deus! São, antes, como a palha que o vento leva”. Ou seja, as pessoas que não querem deixar as amizades mundanas, o namorado que não é da mesma fé e os caminhos que não as levam a Deus não dão frutos bons; quando dão são na época errada e suas folhas são murchas.

O caminho

15/02/2012 136 Comments by Cristiane Cardoso

“Pois o Senhor conhece a conduta dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à perdição.” Salmo 1:6
Só de sabermos que o nosso Senhor nos conhece; que Ele sabe por que fazemos o que fazemos; que falamos o que falamos e pensamos o que pensamos, já dá para concluir que não precisamos provar nada a ninguém.
Você brinca com alguém e aquela pessoa pensa que a criticou; você fala algo que aconteceu e as pessoas pensam que você dedurou; você foca numa coisa que tem que fazer bem e as pessoas pensam que você é antipática, enfim… As pessoas sempre vão pensar o que quiserem de você, mas o que diz nesse versículo é tudo o que realmente importa em nossas vidas: Deus nos conhece bem.
Agora, quanto aos ímpios, ou seja, aqueles que não querem praticar a Palavra de Deus, o seu próprio caminho os leva à perdição. Eles mesmos são seus próprios inimigos maiores! É por isso que se entende o motivo de tantos cristãos de outrora viverem hoje como se nunca tivessem ouvido falar de Jesus… Foram levados para o inferno pelas próprias pernas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012



Falando de Amor


Ter ou não ter namorado


Carlos Drummond de Andrade


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Transformando sonhos em realidade.

Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade. 
(Walt Disney)

Cada vez que fico ausente, volto com uma enorme alegria no coração, por realizar um pedaço de um grande sonho, ao escrever para você!
E para mim, isso é um belo desafio e um grande aprendizado.
Nessa trajetória de escrever para o SemPapo, falo muito em sonhos, em ser perseverante nas realizações dos mesmos. Isto, por que me vejo de certa forma, responsável em lançar essa semente.
Diante disso, tento buscar a realização dos meus próprios sonhos.
Ouço muitas pessoas que dizem não terem sonhos, ou que realizar sonhos é algo muito distante da realidade em que vivem!
Por isso, tenho uma pergunta para você!
Você acredita que existem sonhos impossíveis?
Pense bem na sua resposta.Bom, eu acredito que os sonhos só se tornam impossíveis quando: Nós recusamos tentar ou quando desistimos de realizá-los!
Os sonhos nos dão uma razão especial para viver. Sabe por quê?
Por que são os sonhos que nos ajudam e nos motivam a construir nossa história de vida. Que podem ser em páginas em preto e branco ou colorido.
As vezes permitimos que nossas fantasias criem sonhos e expectativas que fogem à realidade.
Alguns sonham em ganhar uma grande fortuna, outros sonham em casar com uma atriz ou ator de cinema.
Quando eu era mais novo, ficava sonhando com a Sandra Bullock dizendo que eu era o homem da vida dela.
Você já percebeu que isso não é sonho… É sim uma extrapolação da fantasia!
Voltando à realidade, podemos concluir que se norteamos os nossos sonhos desta forma, com certeza, vamos enfrentar uma grande frustração. Quando isso acontece, concluímos que o nosso sonho é impossível e muitas vezes lamentamos um sonho que não se concretizou, um sonho que não se tornou realidade.
Sofremos por amores impossíveis, como sonhos impossíveis. E como tal julgamos a felicidade baseada na realização desses sonhos, algo inatingível.
É necessário compreender que não é o amor que foi impossível, nós é que fantasiamos personagens e voamos no limite improvável do nosso sonho de amor.
Conheço pessoas que desistiram dos seus sonhos por causa disso, por deixar suas fantasias serem maiores que seus sonhos.
Mas, em contrapartida, conheço pessoas que pelas realizações dos sonhos dos outros, voltaram a lutar, pela busca das realizações dos seus.
Como é bom saber que a realização de um sonho, pode impulsionar os outros a sonharem também.
Já dizia nosso saudoso Raul Seixas: “Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade”.
Talvez o que te falta é isso, compartilhar os seus sonhos e realizações com os outros, busque mais, não espere merecer ver seus sonhos sendo realizados, mas empenhe-se pela sua realização com determinação, vontade e fé.
Então, lembre-se, a vida acontece agora e o futuro é construído em cada momento bem vivido hoje.
E finalmente, quero deixar claro que: o sonho impossível NÃO é aquele que NÃO se torna real. É aquele criado e alimentado pela fantasia, muito distante da realidade.
Não acredito e não aceito a idéia de sonhos impossíveis. São impossíveis apenas aqueles que nós mesmos tornamos impossíveis.
Sonhe, e lembre-se que você é do tamanho dos seus sonhos, independente de qual seja o seu sonho!
Pense nisso… Caminhe com a certeza de chegar, sempre lute com a certeza de vencer, busque na certeza de alcançar…

É meu Aniversário! Sim, e estou feliz. – Jovimari BalotI


Ciclos, números, anos. Coincidência ou não, faço um balanço de minha vida e percebo que coisas e fatos importantes, decisivos, alegres, tristes aconteceram de sete em sete anos ou próximos deles.
 Novo ciclo e com ele renovo as esperanças.
Apesar de achar que fui formada pelas minhas histórias e que me frustrei por nunca conseguir seguir planejamento ou criar metas para o futuro, sempre tive sonhos e sensações.
Sonhos que em cada época tinham seu valor; alguns perderam o brilho e se desintegraram; alguns realizados; outros conquistados e abrindo caminho para boas sensações de felicidade. Pequenas conquistas se tornaram grandes realizações quando percebi que o “ser feliz” estava dentro de mim.
Sensações de que sempre algo bom está próximo e por mais que apareçam pedras pelo caminho, junto-as e guardo-as para quem sabe construir um castelo, como diria o poeta.
Hoje bem mais suave com os fatos da vida, quero mais qualidade do que volume.
Quero amigos verdadeiros e simples para que seja possível, apenas no olhar, identificar o que sentem e o que sinto.
Quero amores honestos, que me façam sentir o bem que me querem e me digam isso!
Quero clareza nas relações, lealdade nos sentimentos e autenticidade nos gestos. Não quero jogos de conquistas falsas e loucas promessas. Não tenho tempo a perder com ilusões que deixem a vida engessada, misteriosa e insegura.
Pensando bem, apenas quero a cada dia acreditar que o tempo será meu aliado, mas para isso, devo participar com minha força, esperança, fé, alegria, amor, sensibilidade.
Talvez que o sentido da vida esteja em aceitar as fragilidades humanas e sempre respeitar, perdoar e amar, incondicionalmente. Ou talvez, aceitar que o tempo corre ao inverso da minha vida, mas a favor de outras tantas novas vidas que surgem e iniciam novos ciclos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Parábola? Que é isso? Parábola do Bom Samaritano

Escrito por PortalNatural
parabolaqueeissoÉ você uma boa pessoa? O que tem feito para ter uma vida melhor?


A palavra "parábola", vem do grego "parabolé", significando "pôr ao lado de", com o sentido de "comparar", servir como ilustração de uma verdade ou ensino. É uma forma de discurso, uma estória ou um dito para ilustrar uma lição que se deseja ensinar. Jesus costumava contar parábolas porque, primeiro, as pessoas poderíam compreender mais facilmente a mensagem espiritual que ele queria passar ao pensarem em coisas concretas que Ele mencionava nas parábolas e, segundo, porque se Ele falasse diretamente sobre estes assuntos espirituais, elas poderiam não estar prontas para entende-las, mas entenderiam mais tarde, ou através das parábolas teriam a chance de refletir e, aí sim, absorverem a lição espiritual contida nelas.

Uma das mais famosas parábolas que Jesus contou foi a do Bom Samaritano (veja na Bíblia em Lucas capítulo 10, versos de 25 à 37). Ele a contou após um teólogo erudito ter perguntado a Jesus: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Jesus devolveu a pergunta mencionando a Lei dos Dez Mandamentos: “Que está escrito na Lei? Como você a lê?”

O doutor em teologia, respondendo à pergunta de Jesus, disse: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.” Jesus, elogiando a resposta dele, disse: “Você respondeu bem. Faça isto e viverás [eternamente].”

Este religioso, informado teologicamente, sentia um vazio no coração por não conseguir amar como a Lei de Deus instrui. Como defesa da tomada de consciência de sua limitação espiritual, fez outra pergunta a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Diz você que ama as pessoas? Será que há um próximo aí perto difícil ou impossível de amar com seus recursos pessoais finitos e limitados? Vivemos a religião corretamente se amamos uns e odiamos outros, ou se amamos os “nossos” e rejeitamos os de outra fé, outra raça, outra classe social, outra família, outro jeito de ser? O amor genuíno seleciona as pessoas a quem amar?

Jesus, então, contou a parábola do Bom Samaritano para aquele teólogo e para todos nós entendermos quem é o nosso próximo que Deus nos diz para amar. Nessa parábola é mostrado que um homem talvez não religioso, ao viajar de uma cidade para outra, passou por um local onde havia assaltantes. Assaltado, furtado e espancado por eles, foi deixado caído e muito machucado à beira do caminho. Em seguida passaram por ali, em momentos diferentes, dois religiosos, que seria hoje um sacerdote católico, pastor evangélico, rabino, médium espírita, líder maçom, líder muçulmano, monge budista, e todos, vendo o rapaz muito ferido, seguiram adiante sem socorre-lo. Porém, um indivíduo não religioso, vendo a vítima sofrendo pela violência dos maus, o socorreu, movido por íntima compaixão por ele. Aproximou-se do corpo machucado e sangrante, fez os primeiros socorros, e o levou para um atendimento emergencial, pedindo que tratassem dele e que ele pagaria todas as despesas hospitalares, assim que retornasse da viagem que estava fazendo.

Após contar esta parábola, Jesus voltou-Se para o doutor em teologia, e perguntou: “Qual destes três (os dois religiosos e o viajante não religioso) lhe parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” Lembra que este teólogo havia perguntado a Jesus, como defesa contra sua incapacidade de amar as pessoas, quem era seu próximo a quem a Lei de Deus diz que quem se diz espiritual deve amar? O teólogo respondeu: “O que usou de misericórdia para com ele.” Jesus termina a parábola afirmando: “Vai, e faça da mesma maneira.” Fazer isso é religião verdadeira, é ser espiritual, filho e filha do Deus Criador.

O trabalho do bom samaritano dessa parábola representa a missão de Cristo para o mundo. Jesus veio revelar o caráter de Deus a fim de representar Seu amor pela criatura humana. Ele morreu para salvar aqueles que eram Seus inimigos e orou pelos seus assassinos. Nessa parábola, Jesus Cristo “mostrou que nosso próximo não quer dizer simplesmente alguém de nossa igreja ou da mesma fé. Não tem que ver com distinção de raça, cor ou classe. Nosso próximo é todo aquele que necessita de nosso auxílio. Nosso próximo é toda alma que se acha ferida e quebrantada pelo adversário. Nosso próximo é todo aquele que é propriedade de Deus.” (EGWhite, “O Desejado de Todas as Nações”, 503).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Você me faz sorrir


- Vem, confia. Não mordo. Só se você pedir - sorri maliciosamente.
- Seu bobo – ela disse rindo e me abraçando apertado - se não confiasse em você, em quem mais seria?!
- Me diz você penso, mas não digo.
Retribui o abraço. Gosto de abraçá-la. É uma dos poucos braços que me transmite conforto verdadeiro. Aquela sensação de segurança que a gente procura, sem eira nem beira, durante a vida inteira. O abraço que dá na cara dos revezes com que ela, a vida, nos retribue carinhosamente.
- Já disse que gosto pra caralho de você?
Disse isso quando nos separamos do abraço, mas enquanto ainda estávamos próximos fisicamente, sabe como? O engraçado é que foi muito espontâneo. Foi  como se a frase tivesse pulado da minha boca. E é verdade. Digo, gostar pra caralho dela.
Ao contrário de várias pessoas que conheço, e muito das quais ainda convivo, não sei dizer que gosto de alguém se realmente não tenho um apreço por aquela pessoa. Posso me foder e quebrar a cara legal futuramente (a vida nos deixa desiludidos com as pessoas), mas fui sincero quando disse que gostava pra caralho dela naquele momento. Por isso sou franco quando digo que gosto de alguém. Dificilmente é pra caralho, mas, independente, sou sincero.
- Seu puto! Também gosto pra caralho de você! respondeu.
Vi sinceridade nos olhos dela e no enorme sorriso que brotou daquela boca. Porra, sabe coisas que você ouve, sei lá, amplas? Coisas que você sente e te anima o dia? Te faz ficar meio embasbacado? Então, aquilo me valeu a semana.
Não sei com você, mas comigo não é todo dia que alguém diz que gosta pra caralho de mim.
- É sério! Das pessoas que conheci nesse último ano, você é das pouquíssimas que adoraria manter perto por tempo indeterminado.
Sorri para não soar tão pesado.
Essa frase é forte. Disse isso para poucas pessoas. É foda falar algo assim. Digo quando você realmente pensa nas coisas que fala e não sai só cuspindo as palavras por aí. Entende? Sem levar em conta o que realmente significam e o peso que podem ter pra pessoa que está ouvindo.
Olhe ao seu redor. Chove gente babaca que ama e sente saudade de todo mundo, mas mal sabem que porra estão falando. Melhor, sabem, mas são pessoas vazias. Tenho dó dessas palavras especificamente, perderam por completo o valor, foram prostítuidas.
Acho que ela ficou meio sem palavras. Se limitou a arregalhar os olhos e a me encarar. Ficou assim segundos. Foi o suficiente pra eu reparar e ficar desarmado. Ela então me disse a coisa mais bonita que alguém já me disse na vida.
- Sabe… é algo meio bobo de se dizer assim, mas acho que você vai entender: você me faz sorrir. Não faz essa cara, você sabe o que quero dizer! Porra, acho algo muito especial quando duas pessoas, como nós, se entendem duma forma, chegaram a um certo nível de intimidade, que o simples pensar na outra a faz sorrir. E é isso que acontece quando penso em você. Sorrio de graça e espontaneamente! E é estúpido, pois tenho dificuldade em confiar nas pessoas, mas te conheço há pouco mais de ano e basta pensar em você que eu sorrio!
Tô cagando pro que vocês vão achar de mim, mas tive que segurar bem as lágrimas nessa hora. Quantas vezes você já ouviu na vida “você me faz sorrir”? É simples, é um sentimento básico, mas pense, quantas pessoas você faz sorrir? Quantas pessoas sorriem ao lembrar de você? Pra quantas pessoas você é tão importante que o simples fato delas pensarem em você faz brotar um sorriso na boca delas?
Dormi com aquela frase na cabeça “você me faz sorrir”.
Lisbon, sua sacana, não esquecerei essa tão cedo.