O assunto não é mais tabu
Não
faz muitos anos, moças de família não tinham sequer coragem de se olhar
no espelho, quanto mais de admitir a insatisfação com a aparência de
uma parte do corpo que já nasceu escondida (e assim deveria
permanecer!): a vagina. Jamais passaria pela cabeça de uma senhora de
respeito a possibilidade de recorrer à cirurgia plástica para retocar
tal detalhe anatômico. Felizmente, os tempos são outros – como prova a
recente popularização da chamada “cirurgia íntima”.“Não se tratam de técnicas novas”, revela o cirurgião plástico Múcio Leão Pessoa de Castro. “O que temos observado é que as pessoas, em geral, estão mais abertas para falar do corpo, mais à vontade. Não existem mais tabus neste sentido”, afirma.
Para muita gente, pode parecer o cúmulo da futilidade ou só mais um item na infinita lista de encanações que rondam a complicada cabeça feminina. Mas esse aumento na procura pela cirurgia íntima mostra também que a mulher está em busca de uma qualidade de vida que lhe foi negada em nome de tabus e preconceitos.
É fato que, na maioria das vezes, a cirurgia tem indicação meramente estética. Mas também é verdade que, inibidas pela própria anatomia, muitas mulheres acabam fugindo do convívio social. Deixam de frequentar academias, não vão mais à praia, não namoram mais.
“As maiores motivações são emocionais, apesar de serem problemas que incomodam fisicamente. É uma questão bem delicada, que causa desconforto e vergonha. Mas não é um problema ‘de nascença’”, esclarece o cirurgião. “Ele tem causas externas, como gestações repetidas, ganho de peso, envelhecimento. Por isso a cirurgia íntima também é considerada reconstrutora”, afirma o especialista.
Fonte: Múcio Leão Pessoa de Castro, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
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