Um brasileiro na Espanha
Viagens e histórias pelo patrimônio cultural espanhol

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A Catedral de Getafe – Comunidade de Madrid
Getafe é um município situado ao sul da Comunidade de Madrid,
a somente 14 km da capital. Com cerca de 180 mil habitantes, é uma das
cidades mais industrializadas de toda a comunidade. Sua importância
estratégica se explica também por possuir uma das bases aéreas mais
antigas de Espanha. Por este motivo, Getafe é considerada o berço da Aviaçao Espanhola.







A Igreja de San Nicolás – Madrid
A Igreja de San Nicolás de Bari situa-se na praça homônima, em pleno centro histórico de Madrid. O templo já era mencionado no Foro de Madrid de 1202 como uma das dez paróquias existentes na época. Com o derrubamento da antiga Igreja de Santa Maria de Almudena, esta igreja passou a ser considerada como a mais antiga da cidade.







Belos Edifícios da Calle Mayor – Madrid
Neste post, veremos alguns dos mais belos edifícios que foram construídos no princípio do séc. XX na Calle Mayor de Madrid. Este período ficou conhecido como “La Belle Epoque”,
quando a burguesia encontrou nas novas tendências arquitetônicas uma
forma de materialização de seu status social. Combinando os diversos
estilos arquitetônicos, corrente conhecida como Ecleticismo, com o nascente Movimento Modernista,
muitos foram as obras realizadas no período, que embelezaram a cidade e
fizeram com que Madrid estivesse plenamente integrada dentro do
panorama europeu em relação aos novos conceitos artísticos. A denominada
Casa de Ruiz Velasco é um bom exemplo. A família proprietária do imóvel encarregou ao arquiteto José López Sallaberry uma reforma do edifício em 1906, cujo objetivo era embelezá-lo e atrair novos inquilinos.







Igreja de Santa Maria – Aranda del Duero
O monumento mais importante de Aranda del Duero, histórica e artisticamente falando, é a impressionante Igreja de Santa Maria “La Real”. Construída a partir de finais do séc. XV, foi finalizada aproximadamente em 1515, substituindo uma anterior edificação românica, da qual permanece somente a torre, que formava parte do sistema defensivo da cidade.








viajar con el arte: Santa María la Real de Aranda de Duero (Burgos)
viajarconelarte.blogspot.com/…/burgos-ii-santa-mari…
Outros monumentos representativos do Gótico-Isabelino foram tratados no meu blog. São eles:
- O Colégio de San Gregório, de Valladolid (post publicado em duas etapas, em 17 e 18/9/2012).
- O Monastério de San Juan de los Reyes, de Toledo (publicado em 29/6/2012)
Museu Frederic Marès – Barcelona
Neste último post dedicado ao Bairro Gótico, conheceremos o Museu
de Frederic Marès, artista excêntrico e considerado o colecionador
catalao mais importante do séc. XX.
Em
1944, o artista doou sua vasta coleção à cidade de Barcelona, e dois
anos depois inaugurou-se o museu. O seu acervo foi progressivamente
sendo ampliado, fruto da paixão colecionista de Marés.
Situado
ao lado da catedral, o edifício que sedia o museu é uma das estâncias
do Palácio Real. Ao longo de sua larga vida, Marès reuniu uma extensa
coleção escultórica hispânica, que compreende desde a antiguidade até o
séc. XIX, predominando a talha policromada de motivos religiosos.

O térreo, o primeiro e o segundo andares do museu estão dedicadas à excepcional mostra de bustos e imagens medievais, com exemplares de todos os estilos artísticos da época: românico, gótico, renascentista e barroco. Os temas dominantes são a Crucuficaçao e a Virgem com o menino Jesus. A maior parte das peças são originárias da própria Catalunha, embora existam outras procedentes de outros lugares da península. A tamanha quantidade das peças pode ser explicada pela filosofia do artista:
“Faço esculturas para comprar esculturas.”
No subsolo, se concentram as esculturas em pedra do museu, principalmente as relacionadas ao período romano, como este belo frontal de um sarcófago cujos relevos representam cenas bíblicas. Descoberto na província de Toledo no séc. XVII, a obra está datada como sendo realizada no séc. IV dC.

No térreo, estão exibidas as talhas policromadas pertencentes até o séc. XIV, ou seja, incluídas dentro dos estilos românico e gótico. No primeiro andar, estão agrupadas as esculturas que vão do séc. XV ao XIX, com destaque para o renascimento e o barroco. Abaixo, vemos algumas imagens de virgens dos séc. XII, XIII, XIV e XV.




Na seqüência, vemos dois cristos crucificados, ambos românicos (séc. XII).


Interessante também é esta cabeça de cristo, proveniente do México (séc. XVI).
Na
imagem de abaixo, vemos uma obra que destaca pela expressividade e
elegância. Está atribuída a um artista de origem germânica, Alejo de
Vahía, que a esculpiu a finais do séc. XV.
Nesta outra, vemos a São Jorge vencendo o dragão, do séc. XVI.
Também do séc. XVI, uma imagem da Mãe de Deus da Misericórdia entre São Pedro e São Paulo.
Uma escultura representando a Piedade, com São João e Maria Madalena (séc. XVI).
Na
foto a seguir, um relevo procedente do Monastério da Espina
(Valladolid), realizada por Manuel Alvarez entre 1570/1577 e pertencente
ao Renascimento Espanhol.

O museu, além das esculturas, conta também com um bom acervo pictórico, como este Prolíptico (retábulo formado por vários compartimentos articulados) que representa a Virgem da Solidão, pintado entre 1520/1525 por um artista anônimo da escola flamenca.

Nos dois andares superiores, a coleção passa diretamente aos séc. XIX e XX, e se diversifica com todos os tipos de objetos da vida cotidiana. Conhecido como Gabinete do Colecionista, acolhe 17 salas onde estão expostas uma variedade incrível de peças. É como se fosse um outro museu, dentro do próprio museu. Batizada inicialmente por Marès como Museu Sentimental, nele se acumulam milhares de objetos que retratam a vida e os costumes do séc. XIX. Vejamos algumas delas:
Na Sala de Armas, podemos ver cerca de 300 peças entre cascos, armaduras, armas de vários tipos, pertencentes do séc. XVI ao XIX.

A Sala da Fotografia constitue uma das primeiras coleções públicas de fotografia do séc. XIX em toda a Espanha, transformando a Marès em um precurssor e divulgador do mundo das imagens.
A Sala dos Relógios reúne uma grande quantidade destes objetos, principalmente aqueles utilizados no âmbito doméstico.
O museu acolhe até uma Sala de Fumantes, em que vemos centenas de objetos relacionados ao tabagismo.

Outras duas salas estão dedicadas ao mundo masculino, com objetos vinculados ao mundo dos homens, como os bastões, um complemento antigamente indispensável, e também ao mundo feminino, com uma ampla coleção de trajes, frascos de perfumes de época, etc, possibilitando um fidedigno retrato da mulher burguesa do séc. XIX.

A
visita ao museu finaliza no denominado Estúdio-Biblioteca, um amplo
espaço em que estão expostas obras de Frederic Marès e objetos pessoais.


A partir do momento em que o museu não pôde ampliar-se por falta de espaço, Marès realizou doações para outras instituições, bem como criou outras, como o museu que também leva seu nome, em Montblanc e o Museu de Arenys del Mar.



O térreo, o primeiro e o segundo andares do museu estão dedicadas à excepcional mostra de bustos e imagens medievais, com exemplares de todos os estilos artísticos da época: românico, gótico, renascentista e barroco. Os temas dominantes são a Crucuficaçao e a Virgem com o menino Jesus. A maior parte das peças são originárias da própria Catalunha, embora existam outras procedentes de outros lugares da península. A tamanha quantidade das peças pode ser explicada pela filosofia do artista:
“Faço esculturas para comprar esculturas.”
No subsolo, se concentram as esculturas em pedra do museu, principalmente as relacionadas ao período romano, como este belo frontal de um sarcófago cujos relevos representam cenas bíblicas. Descoberto na província de Toledo no séc. XVII, a obra está datada como sendo realizada no séc. IV dC.

No térreo, estão exibidas as talhas policromadas pertencentes até o séc. XIV, ou seja, incluídas dentro dos estilos românico e gótico. No primeiro andar, estão agrupadas as esculturas que vão do séc. XV ao XIX, com destaque para o renascimento e o barroco. Abaixo, vemos algumas imagens de virgens dos séc. XII, XIII, XIV e XV.




Na seqüência, vemos dois cristos crucificados, ambos românicos (séc. XII).


Interessante também é esta cabeça de cristo, proveniente do México (séc. XVI).






O museu, além das esculturas, conta também com um bom acervo pictórico, como este Prolíptico (retábulo formado por vários compartimentos articulados) que representa a Virgem da Solidão, pintado entre 1520/1525 por um artista anônimo da escola flamenca.

Nos dois andares superiores, a coleção passa diretamente aos séc. XIX e XX, e se diversifica com todos os tipos de objetos da vida cotidiana. Conhecido como Gabinete do Colecionista, acolhe 17 salas onde estão expostas uma variedade incrível de peças. É como se fosse um outro museu, dentro do próprio museu. Batizada inicialmente por Marès como Museu Sentimental, nele se acumulam milhares de objetos que retratam a vida e os costumes do séc. XIX. Vejamos algumas delas:
Na Sala de Armas, podemos ver cerca de 300 peças entre cascos, armaduras, armas de vários tipos, pertencentes do séc. XVI ao XIX.

A Sala da Fotografia constitue uma das primeiras coleções públicas de fotografia do séc. XIX em toda a Espanha, transformando a Marès em um precurssor e divulgador do mundo das imagens.



Outras duas salas estão dedicadas ao mundo masculino, com objetos vinculados ao mundo dos homens, como os bastões, um complemento antigamente indispensável, e também ao mundo feminino, com uma ampla coleção de trajes, frascos de perfumes de época, etc, possibilitando um fidedigno retrato da mulher burguesa do séc. XIX.




A partir do momento em que o museu não pôde ampliar-se por falta de espaço, Marès realizou doações para outras instituições, bem como criou outras, como o museu que também leva seu nome, em Montblanc e o Museu de Arenys del Mar.
Convento de San Marcos – León
O Convento de San Marcos
é uma das jóias da arquitetura leonesa, junto com a catedral e a
Basílica de San Isidoro. É considerado um dos monumentos mais
significativos do Renascimento Espanhol.
Sua origem se remonta ao séc. XII (1152), na época do rei Alfonso VII, quando a infanta Sancha de Castilla
realizou uma doação destinada a construção de um edifício que pudesse
hospedar os “pobres de Cristo”, convertendo-se num templo-hospital de
refúgio para os peregrinos que faziam o Caminho de Santiago. No séc. XVI, este edifício foi derrubado para o erguimento de um novo, graças às doações feitas por Fernando El Católico.
Sua fachada é um expoente do estilo Plateresco
e começou a construir-se em 1515. Está decorada com medalhões e
estátuas que exaltam a monarquia, misturadas com motivos jacobeos e
personagens do mundo clássico. O espaço central, que divide a fachada em
duas é uma remodelação feita no período barroco, sobre a qual há uma estátua de Santiago Matamouros.
A torre foi levantada posteriormente, em 1711/1714, e no alto vemos a cruz de Santiago.
A igreja é de estilo gótico hispano tardio, comumente conhecido como estilo Reis Católicos. Finalizada em 1541, possui uma ampla nave e as bôvedas são de crucería.
O claustro, do séc. XVI, foi levantado em dois níveis por Juan de Badajoz, El moço.
Ao longo de sua história, o edifício teve
uma enorme variedade de usos, principalmente depois que deixou de ser
convento em 1836, destacando os seguintes:
- Prisão: um de seus “residentes” mais ilustres foi Francisco de Quevedo.
- Quartel de cavalaria.
- escola de veterinária, hospital
penitenciário e campo de concentração de prisioneiros republicanos
durante a Guerra Civil e o período do pós guerra mundial. Foi um dos
estabelecimentos repressivos mais severos e saturados da Espanha
franquista, alcançando uma população reclusa de 6.700 homens.
- Min. Guerra, Fazenda e Educação.
Atualmente, o edifício é utilizado de várias formas:
- Igreja
- Museu Arqueológico Provincial
- Hotel de categoria 5 estrelas da rede de Paradores Nacionais, que exibe em seu interior uma grande coleção de obras de arte.